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A fuga e o agente corregedor

Este texto é a terceira parte do livro CSIB – Conspiração Lince, que começou em Início de um interrogatório e continua em Ameaças, conspirações e um encontro. Leia este índice para ver todos os capítulos do universo em ordem cronológica. Só para avisar, esta é uma estória de ficção.
Isaack se vê na frente de Flausino, que está apontando uma arma para ele.
– Bom, ter o cara mais caçado do país aqui, agora, é algo interessante…
Isaack consegue se desvencilhar da mira do inimigo e tenta golpeá-lo com um chute giratório. O oponente, então, se desvia, pega uma vassoura que está próxima e arremessa certeiramente em Isaack, derrubando-o. Rodrigo não perde tempo e chegas próximo a Isaack, apontando novamente a arma para ele.
– É o seguinte. Ou você me escuta ou matarei você sem piedade. Entendeu?
– Sim… apesar de que eu não tenho nada a conversar com você.
– Mas eu tenho! Primeiro, quero que você não toque na minha mulher! – disse o ex-agente, explosivamente.
– Não posso garantir nada…
– Sei disso, mas faça uma forçinha.
– Mesmo se pudesse, eu não iria fazer algo pra ajudar você, seu traidor de merda!
– É, parece que vocês do CSIB não conseguem entender: Eu sou inocente e não fiz aquilo!
– Ah é? Quem garante? As provas são incontestáveis!
Rodrigo olha para o relógio.
– Estou no limiar…
– Do que você está falando?
– Só quero que saiba que usarei todo o meu intelecto e todas as minhas habilidades pra conseguir provar a minha inocência. Passar bem!
Rodrigo então parte na direção de uma porta lateral, que levava pra cozinha. Ao passar, ele a fecha e consegue trancar. Segundos depois, é explicado o motivo da sua pressa.
A porta principal, que estava trancada, é arrombada e entra um grupo de pessoas, todas elas segurando rifles. De relance, Isaack consegue ver um “Polícia Federal” estampado no peito de um deles.
– ELE ESTÁ NA COZINHA!!! – grita Isaack, apontando para a porta fechada.
O agente mais próximo desfere um chute onde ele gira o corpo e chuta a porta de costas. A porta é arrombada no mesmo instante e os agentes atravessam a porta.
Após alguns segundos, um dos agentes ajuda Isaack a se levantar, que estava deitado no chão.
– O sr está bem?
– Sim.
Um dos agentes que entrara na cozinha volta à sala principal da residência
– Senhor, não há ninguém na cozinha e nos cômodos adjacentes.
– Não é possível. É impossível o cara ter escapado daqui do prédio! Estamos no oitavo andar do edifício!
– Parece que você esqueceu de quem a gente está caçando… – disse uma voz fria e narcisista.
– Você!
Um homem de cabelos loiros e longos entra no local. Estava vestido de terno.
– Acho que não preciso me apresentar, ou preciso?
– Não precisa, Carlos Vince. – disse Isaack, com desdém.
– Desculpe perguntar, senhor, mas quem é ele? – perguntou o agente mais próximo – Não recebi ordens de que alguém subiria até aqui…
– Um agente federal desatento. Interessante… não viu as novas ordens no seu LCD?
O agente então olha para um visor em seu braço. Lá estavam instruções de liberar o local para Carlos Vince, agente corregedor do Ministério da Defesa.
– Posso te garantir de que você será expulso da corporação…
– Isso é imposs…
– Deixe quieto – disse Isaack – Posso garantir de que ele não irá fazer isso.
– Esqueceu que sou agente corregedor enviado a dedo pelo alto escalão do Governo federal?
– Não, não esqueci, mas sei que você é um babaca sem precedentes!
– Quer perder o seu cargo como líder dessa caçada?
– Isso é um favor que você me faz!
– Calem a boca, todos vocês!
Entrara no prédio outro agente, que estava fardado e não estava carregando um outro rifle.
– Desculpe, senhor.
– Oras, se não é o Marcelo Trinn, instrutor do COT e o líder desta operação deste prédio – disse Carlos, olhando com desdém.
– Acho que ao invés de vocês discutirem picuinhas deveriam discutir como o Flausino escapou daqui e como ele sabia que a gente iria invadir este local. Afinal, ele não é o alvo?
– Verdade – disse Isaack. – Eu tentei enrolar ele, mas não deu…
– E você, seu hippie, cai fora daqui e deixe a gente fazer o nosso trabalho – disse Marcelo para Carlos.
– Você sabe que o meu cargo…
– Cale a boca! Você quer que eu reporte ao Eduardo que você está atrapalhando. Entre você pedir a exoneração de metade do esquadrão principal e a sua cabeça, é bem provável que você rode por estar atrapalhando a gente! Cada segundo perdido é um segundo a mais para o Flausino se distanciar e continuar com suas ações terroristas! Nem sei porquê o Eduardo quis mandar um cara como você ficar nos vigiando e investigando internamente a gente!
– OK, OK, vou saindo…mas lembrem-se de mim, da minha beleza e do que sou capaz de fazer…
Carlos sai e vai embora.
– Seu bichinha – disse Isaack – baixinho.
– Huahauhauahuahauhauhauhauhauhauh – disse Marcelo – Desculpe falar, mas eu adoraria dar uma coça nesse narcisista de merda!
– Eu também cara!
Um barulho de celular é ouvido e Isaack descobre que vem do seu bolso.
– Fala Valdir, como é que vão as coisas? – disse o agente, atendendo o telefone.
Ele então para de conversar e sua fisionomia muda de uma hora pra outra
– Algum problema? – perguntou Marcelo.
– Sim. Ele descobriu como que o Flausino escapou daqui.
Continua…

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