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A fúria do Twitter tem novo alvo: Tadeu Schmidt

Para quem acessa constantemente o Twitter, os Trending Topics são palavras que são as mais postadas pelos usuários. Durante algumas horas 10 delas ficam nas laterais do site, o que mostra claramente quais são os assuntos do momento. E durante a semana passada, um dos assuntos mais comentados era um xingamento ao principal narrador esportivo da Globo: Galvão Bueno. Isso rendeu, além de uma resposta por parte da emissora, notícias em jornais internacionais e até mesmo a capa da Veja, que está acima.
Ontem, tal como aconteceu com a maioria dos torcedores do segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo, depois do jogo fui fazer outras coisas. Então acabei perdendo o xingamento do técnico Dunga ao jornalista Alex Escobar, que aparentemente discordou de uma frase dele com um aceno negativo da cabeça e que estava no telefone com o Tadeu Schmidt, jornalista da emissora que inovou a cobertura do Campeonato Brasileiro, se tornando a melhor coluna do Fantástico. Sério, antes do cara a gente só via gols e reportagens secas. Hoje temos humor, o que acabou deixando esta como a única parte do programa que realmente interessa e que é constante (além, de reportagens esporádicas, como a da E3 que irei comentar em breve no Select Game). Eu vejo ele como um bom jornalista, mas o pessoal do Twitter decidiu mudar de alvo:

Sim, o Tadeu foi parar nos Trending Topics a nível mundial. Tudo por causa da sua declaração do Fantástico, criticando o técnico brasileiro:


Quanto ao Galvão e o bordão do CALA BOCA, até eu devo ter entrado na brincadeira, mas isso acaba sendo mais como publicidade do que como xingamento. Aquele velho ditado: falem mal mas falem de mim. Óbvio que pra Globo não está sendo algo bom, já que é uma crítica velada. E a concorrência deve estar rolando de rir.
Quanto à este episódio (onde o Dunga xingou muito a imprensa desferindo palavrões), sei lá, acho que por sermos o Brasil e por ser um povo alegre, isso só causa problemas. Óbvio que não curto tanto futebol, mas na Copa do Mundo todo mundo vira torcedor fanático. Um evento que só acontece de 4 em 4 anos com confrontos entre os melhores países do mundo (neste esporte) merece mais destaque. E a imprensa brasileira acabou, em parte, amputada pelo Dunga. Óbvio que tem gente que tá adorando a resposta do Dunga e dele ter batido de frente com a maior emissora do país, mas sei lá. Tudo bem que o técnico tem de criticar, mas não ficar soltando palavrões e envergonhando o povo brasileiro. Já chega todas as críticas lá fora que os estrangeiros tem da gente. Com mais essa, a situação só piora pra quem um dia pensa em viajar pro exterior. Quanto ao trabalho dos jornalistas, é o trabalho deles irem atrás dos jogadores pra trazer informações pra gente, desde que não abusem. Apesar das críticas que muitos tem à Veja, acabei concordando com uma reportagem que teve esta semana: este está sendo a Copa que menos temos informações sobre a seleção brasileira. Tudo bem ter privacidade nos treinos, mas não tanta privacidade. Com certeza se pedissem os jornalistas ficariam quietos e não atrapalhariam os treinos da seleção.
Há quem diz que o fracasso do Brasil em 2006 foi por causa dos treinos abertos e da festa que os torcedores faziam. Será mesmo? Acho difícil, já que o futebol brasileiro se baseou mais em individualidades. Do talento individual, e não do coletivo. É claro que futebol é um esporte de equipes, mas muita finalizações são por conta do talento de cada um. Então não acredito que o fracasso seja por conta da imprensa ter trabalhado com mais liberdade do que hoje. Isso acabou sendo mais uma política atual do Dunga.
Ah, pra terminar, não faço parte da Globo e nem estou defendendo ela. Minha defesa é para o jornalismo em geral e as atitudes ” de baixo nível” do Dunga. Uma das coisas que me fizeram abandonar a Formula 1 como esporte que acompanho (não vejo mais corridas na TV) é ver que a Globo coloca a publicidade acima do jornalismo. Colocar siglas no lugar dos nomes das equipes pra não fazer propaganda é um dos piores exemplos de jornalismo que já presenciei, mesmo não sendo jornalista formado.
[Vídeos e infos via SRZD 1 e 2]

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