Em uma época que o mercado de games de tiro estava tendo uma quantidade incomum de games com abordagens futuristas (anos atrás), a Electronic Arts e a DICE decidiram retornar ao tempo, pegando histórias da Primeira Guerra Mundial. Com muitas expectativas dos jogadores, “Battlefield 1” vem com diversas abordagens diferentes de jogabilidade na campanha, aliado a um multiplayer sólido e que irá fazer a festa de muitos jogadores de plantão!
O maior trunfo de “Battlefield 1” é conseguir uma imersão de uma guerra, usando o poderio atual dos consoles e PC, trazendo uma experiência impressionante e realista. Com relação à campanha, o jogo traz 6 abordagens com histórias diferentes. Algumas abordagens são bem cruas, como as do corredor que tem de se esgueirar nos campos de batalha, ou mesmo o tanque de guerra, que, apesar de ser uma etapa relativamente mais “simples”, ao avançar na progressão você tem de caminhar em uma floresta para ajudar o tanque a avançar com cautela.
Ou mesmo se esgueirar em vilarejos e bases cheios de soldados otomanos, enquanto trabalha com o Lawrence da Arábia em uma missão para impedir um trem de chegar ao seu destino, carregando uma arma de longo alcance.

A campanha aparenta ser meio curta, mas eles tiveram uma abordagem incomum, desmembrando as 6 campanhas e dando opção de escolha ao jogador, onde ele pode fazer um trecho de uma delas e depois partir para outra campanha, retornando a campanha anterior posteriormente. Os cenários também são bem abertos e oferecem diversas opções de abordagem, com abordagens furtivas, atraindo os inimigos e matando eles sorrateiramente ou partir para cima, adicionando dificuldade.
Claro que a maior vedete do jogo é o seu multiplayer, e aqui o jogo traz novamente a imersão da guerra, com larga escala, e trazendo ideias dos jogos anteriores! Com partidas tendo até 64 jogadores e diversos modos de jogo, o multiplayer é bastante visceral, com mapas gigantescos, opções de veículos e momentos onde a equipe adversária consegue trazer um enorme veículo pro campo de batalha, forçando os jogadores a se unirem para abater o veículo. Ver um enorme dirigível cair bem na sua frente após boa parte dos jogadores do seu time sofrer para abatê-lo é indescritível!

As partidas também trazem um enorme senso estratégico, aliado às funções que o jogador escolhe. Ele pode ser um médico e conseguir ressuscitar jogadores no campo de batalha, ajudando em pontos avançados, ele pode ser um suporte fornecendo munição extra, tudo isso pode fazer uma enorme diferença. Com o sistema de esquadrões, os jogadores podem ressurgir perto dos companheiros, tendo larga vantagem em posicionamento para conseguir tomar um ponto dos inimigos.
Também tem o modo Operações, que traz uma abordagem multiplayer para momentos famosos da guerra, avançando nas linhas inimigas. Na teoria é uma premissa bem interessante, mas na prática não funciona, por não encontrar jogadores para iniciar uma partida. Enquanto que nos modos normais de multiplayer dá pra ter partidas com menos jogadores, no Operações é necessário fechar 2 equipes fechadas, e sem jogadores, fica praticamente impossível. Mesmo trocando as opções de filtros de servidores, pegando servers da América do Norte, não acha jogadores interessados, e eles acabam optando por ir pro Modo Conquista, o mais popular da série.
Battlefield 1 é bastante sólido e traz uma abordagem inédita em um mercado que está cada vez mais difícil de deixar os jogadores animados. Após um Battlefield: Hardline e um Star Wars: Battlefront, que não fizeram tanto sucesso recentemente, a Electronic Arts tinha de fazer uma aposta arriscada, e acertaram na mão mais uma vez, usando o poder da geração atual de consoles e PC em um dos melhores games da franquia!






