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Análise – Darksiders (PS3)

Para um clone de God of War até que este jogo da THQ e da Vigil Games tem um pouco de personalidade. O jogo é inspirado no apocalipse e mostra a eterna guerra entre o céu e o inferno e te joga no meio dela com “Guerra”, um dos quatro cavaleiros do apocalipse. O jogo foi lançado para os consoles em janeiro deste ano, e agora segue o nossa análise a respeito.

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Na parte gráfica, o pessoal da Vigil Games podia ter caprichado um pouco mais, pois os mesmos são um tanto quadradões demais e podiam ser melhores. O visual do “War” é até bacana, mas quando a câmera chega muito perto, o gráfico estoura um pouco e quadricula um pouco. Sem contar que a câmera do jogo atrapalha um pouco a jogabilidade, pois ela tem a irritante característica de se posicionar de maneira estranha e atrapalhar a visão de pontos importantes da tela.

A trilha sonora do jogo é interessante e sendo no estilo clássico, remete muito a aventuras épicas bíblicas, o que faz ser interessante o jogo. Sem contar as dublagens que são muito bem feitas, com destaques para o próprio War e o demônio Samael, que por sinal rouba muito a cena e tem uma cara que vai ser uma pedra no sapato em um vindoura sequência do jogo.

Músicas bem trabalhadas e ótimos efeitos sonoros, neste ponto o jogo está de parabéns.

No quesito jogabilidade, antes que alguém diga que ela é chupinhada de God of War, eu diria que está mais para Devil May Cry, mas não há muito segredo, é um hack’n slash com uma espada, com alguns quebra-cabeças e algumas armas especiais. Também temos uma espécie de estrela ninja que mais parece o escudo do Capitão América, e uma arma demoníaca até que bacaninha para ataques a distância.

Quando você habilita o cavalo “Ruína” até que rola um charme a mais, e principalmente um adição bem vinda ao jogo, e as batalhas usando ele são interessantes. Mas como eu disse, o maior problema é que a câmera do jogo mais atrapalha do que ajuda, e em algumas batalhas ou mesmo quebra-cabeças ela atrapalha um pouco, mas nada irritante.

Acredito que o ponto mais fraco dele seja o Fator Replay, o jogo não tem online e apesar de se ter muita coisa a destravar e conseguir o trófeu de platina, depois que você acaba ele a primeira vez, não bate aquela vontade de jogar novamente para conseguir o que não pegou. O jogo até te empolga e segura para se jogar uma primeira vez, pois tem uma história muito boa, mas só isso.

É um bom jogo, mas infelizmente não empolga muita, e ele mais te segura jogando pela ótima história do que por qualquer outra coisa. Apesar da confirmação de uma continuação, o pessoal da Vigil Games já disse que ela não vem antes de 2012. Se fizerem a lição de casa, e aprenderem com esse primeiro jogo, e com a premissa que ficou para o segundo, com o final bombástico e já deixando a deixa, teremos um grande jogo até lá. No mais, temos um jogo mediano que pode lhe render algumas boas horas de diversão.

Também vale a curiosidade de que as ilustrações do menu e algumas dentro do jogo foram feitas por Joe Madureira, onde o mesmo disse que está preparando um HQ a respeito de Darksiders.

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