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Análise – Motorola Razr D3

Motorola Razr D3

Alguns dias antes da Brasil Game Show 2013 eu consegui comprar um celular novo, aposentando de vez o Nokia 1100 que eu tinha aqui (e que ainda funciona!). Depois de algumas perguntas para o pessoal do Twitter (que incluía uma faixa de preço mais modesta), eles recomendaram o Motorola Razr D1 e o D3. Como o D3 é bem mais potente e as análises da crítica especializada foram favoráveis, decidi escolher esse modelo, que alia custo-benefício e poder relativamente de ponta para rodar os jogos e aplicativos recentes, além de poder ter um dispositivo que possa me ajudar no futuro com desenvolvimento de jogos.
Esta análise tem o foco maior em alguns jogos testados, e não nos recursos do celular, pois estamos em um blog de games, certo? Para os jogos, o Razr D3 é acima da média e alguns jogos rodaram satisfatoriamente bem, e uma das cerejas do bolo acaba sendo um pouco decepcionante, o que acaba exigindo um celular mais potente para rodar satisfatoriamente (no caso o Rayman: Jungle Run). Outros jogos, por serem free-to-play também são interessantes de testar, mas acaba caindo no mesmo problema do Fieldrunners: para avançar nas fases acaba sendo necessário pagar, o que acaba sendo bem complicado.

Especificações Técnicas

Memória Interna 4 GB
EDGE Sim
Recursos de vídeos Grava vídeo com voz
Sistema operacional Android
Câmera Frontal Sim
Alimentação, tipo de bateria Bateria 2000 mAh
Banda GSM 850/900/1800/1900 – 3G 850/1900/2100 MHZ
Recursos de chamada Discagem rápida, chamada em espera, registro de chamadas feitas, recebidas e não atendidas
Toques Polifônicos e MP3
WAP Não
Viva-voz Sim
FIlmadora Sim
Rádio FM
Agenda, capacidade máxima de contatos Limitado por memória
Referência do modelo MOTOROLA RAZR D3
Recursos de Som AMR, AMRWD, MID, MIDI, X-MIDI, MP3, X-MP3, MPEG3, X-MPEG3, iMELODY, WAV, X-WAV, 3GPP, MP4, AAC, AAC+, EAAC+
Extensão para Cartões de Memória Sim
Bluetooth Sim
Marca Motorola
Alerta vibratório Sim
GPS Sim
Tecnologia 3G
Tamanho do Display 4”
Multichip Dual Chip
Peso líq. aproximado da embalagem c/ produto 465g
Idiomas do menu Português, Inglês, Espanhol e Francês
Jogos Sim, Pré carregados ou via download
Compatibilidade de Cartões de Memória Micro SD
W-fi Sim
Flash Não
Câmera 8 MP
Chamada da Operadora Celular Avulso. Necessário o chip SIM Card (não incluso) para habilitação. Este aparelho já está pré-configurado para habilitação nas seguintes operadoras GSM Nacional (Tim, Claro, Oi, Vivo GSM, Brasil Telecom, Telemig (MG), Amazônia Celular, CTBC, Sercomtel)
Dual Core Sim
Material/Composição Não informado pelo fornecedor
MP3 Player Sim
Calculadora Sim
Dimensões aproximadas do produto – cm (AxLxP) 11.9×5.9×0.9~1.1.cm
Recursos fotográficos 8 MP
Garantia do Fornecedor 12 meses
Data e Horário Sim
GPRS Sim
Dimensões aproximadas da embalagem do produto – cm (AxLxP) 16.6×8.7×4.7cm

 

Jogos

Rayman: Jungle Run

Nunca imaginaria que o game teria a movimentação automática para os personagens do game. Com ele correndo o tempo todo, cabe ao jogador usar os comandos de toque para pular e bater, e com o passar das fases outros movimentos são liberados. O visual impressiona, mas a parte sonora acabou sendo um pouco decepcionante, não rodando corretamente. Por não ter comprado um celular realmente high-end (como um Samsung Galaxy SIII ou um iPhone 4 ou superior) pode ser que o jogo não consiga rodar corretamente, e de vez em quando tem alguns slowdowns.

Dragon’s Academy

Aí você está zapeando pelo Google Play e acha um jogo gratuito com dragões fofinhos e uma tela similar ao Bejeweled, destruindo 3 ou mais blocos que estejam em fileira (vertical ou horizontal). Tu baixa e começa a jogar o Dragon’s Academy, com o dragão Melty indo para uma “Academia de Dragões”, resolvendo puzzles diversos com bloquinhos na tela. No começo do jogo é tudo muito bom, é tudo muito viciante e fácil, mas depois de algumas fases o jogo mostra a sua verdadeira faceta, onde os puzzles ficam mais difíceis e o game oferece a chance de “ganhar mais movimentos”, pagando em dinheiro real. Se o jogador termina todas as vidas, idem, o game pergunta se você quer ter mais vidas pedindo pra amigos no Facebook ou pagando em dinheiro real. Sempre é 1 dólar pra maioria das operações, mas se o jogador não se controlar, ele recebe uma fatura de 20 a 50 reais (ou mais) no cartão de crédito. Jogo gratuito? Nunca foi.

Candy Crush Saga

Sim, o famigerado. Atualmente o jogo mais popular do Facebook e que praticamente se tornou um estilo separado de jogo, apesar dele ter copiado a mecânica do próprio Bejeweled (a ponto de muitas empresas criarem clones do Candy Crush). Neste temos a mesma mecânica do Dragon’s Academy, onde você tem de listar 3 ou mais doces iguais na mesma fileira, verticalmente e horizontalmente, e ir passando de fases. Na verdade o Candy Crush foi o que mais se popularizou, dado o seu visual belíssimo e pela enorme quantidade de pessoas que também estão jogando ele no celular. E diferente do Dragon’s Academy neste você consegue, de certa forma, não gastar tanto com ele. Mas é aquele negócio: acaba sendo bem intrusivo quanto ao lance de ficar “pedindo vidas no Facebook”, e ao término de cada “mundo” o jogo pergunta se você quer destravar as próximas fases pagando (dinheiro real) ou pedindo para amigos no Facebook, onde 3 deles mandam uma “chave de destravamento”. Por ter muita gente jogando, você consegue ir destravando, mas acaba sendo bem irritante pedir isso toda hora, ainda mais para quem não joga mais este game.
Ou mesmo as fases mais avançadas, que vão ficando cada vez mais insanas, quase forçando o jogador a pagar por mais movimentos pra completar, e se o jogador não tiver muito controle, ele vai acabar gastando uma grana elevada com isso, sem garantias de que vai conseguir terminar a fase. Tanto a minha mãe quanto o leitor Ursinho Malvado aqui no Select Game citaram a analogia perfeita: máquinas de caça-níqueis, onde a pessoa vai adicionando e readicionando moedinhas para continuar e continuar, gastando dinheiro. Visualmente o Candu Crush impressiona e é bem colorido e chamativo, mas parece que este game e muitos outros jogos gratuitos foram feitos voltados para o “pay to win”.

Fotos

Apesar de não ter postado muitas fotos da Brasil Game Show (se vocês quiserem posso fazer mais alguns posts do evento. Ainda ando meio sem tempo, e acho que já perdi o timing tem algum tempo…), algumas foram ao ar no meu post sobre o Killzone: Shadow Fall. O que não gostei muito foi a questão da focalização, e por ter percebido desse detalhe tardiamente muitas fotos que eu tirei do evento ficaram bem ruins e embaçadas. Acaba sendo mais uma falha minha, que não olhava direito a tela do aparelho na hora de tirar as fotos, pois o celular “focaliza o rosto da pessoa” e em outros momentos ele meio que “prepara” a imagem pra sair com uma boa resolução. Alguns exemplos:

Fotos maneiras que tirei (antes e depois que eu percebi o detalhe da focalização):

Gravação de Voz

Fizemos diversas entrevistas durante a Brasil Game Show e o software Easy Voice Recorder se tornou um recurso praticamente essencial, para aqueles que não tem recursos para comprar gravadores próprios de voz. Por estar num evento com muito barulho, o software falhava em alguns momentos, mas pelo menos ajudou um bocado.

Armazenamento

Quanto a esse detalhe, o celular não atende muito bem quanto ao armazenamento inicial. Com um cartão de 4 GB, eles inseriram poucos aplicativos nativos, e acaba tendo um custo extra para inserir um cartão SD com mais memória. Eu adquiri no mesmo dia da aquisição um cartão de 16 GB para me atender para a BGS, pois sabia que tiraria muitas fotos lá. No caso das fotos e vídeos é fácil configurar para que elas sejam gravadas no cartão extra, além de poder inserir músicas por lá.
Com o Android 4.1.2 Jelly Bean, o Google removeu a opção de mover o aplicativo para o SD extra e os downloads da Play Store não são configuráveis para usar o outro cartão, o que acaba sendo um transtorno para quem quer testar outros jogos mas não tem espaço suficiente (como o Dungeon Hunter 4. que tem 1 GB de tamanho). Existem soluções que acabam precisando de “dar root” no aparelho, mas aparentemente é uma operação relativamente arriscada e pode acabar invalidando a garantia do aparelho. Inserir fisicamente o cartão novo também é bem difícil e nem um pouco prático, mas pelo menos no momento só precisei fazer isso uma vez. E o o jeito é apagar outros aplicativos para fazer novos downloads.

Conclusão

Estou bem satisfeito com a compra do Motorola Razr D3. Tem muito tempo que eu queria arrumar um celular melhor e com recursos multimídia e com algum poder de fogo para jogar games de Android/iOS. Claro que fui mais para o custo-benefício, já que não teria muitas condições de comprar um celular acima de R$ 1000, mas para começar nessa área é uma opção bem interessante. Com celulares a venda aqui e em outros varejistas, é bem fácil de encontrar. Como custo-benefício é uma opção bem interessante e atende bem quem não é tão exigente, podendo ser encontrado por valores entre 600 e 800 reais. Em outras análises existem reclamações do acabamento não passar tanta segurança, mas não vi problemas nesse sentido. Ele vem com o Android 4.1.2 Jelly Bean e a Motorola garante que já está preparado para ser atualizado com a próxima versão do sistema operacional, mas ainda não procurei ver sobre atualizações, e de certa forma não vi muita necessidade de atualizar o celular por enquanto.
Para quem não tem um poder aquisitivo elevado é uma ótima opção de compra, principalmente neste Natal!

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