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Análise – The Walking Dead: The Game (Episódios 1 e 2)

Eu gosto de zumbis, vocês gostam de zumbis, Michael Jackson gostava de zumbis, todo mundo ama zumbis e por isso todos os anos saem jogos sobre… zumbis! Mas se engana quem acha que The Walking Dead: The Game se trata de mais um jogo apenas sobre zumbis. Assim como a HQ e o próprio seriado de TV, o foco do jogo não é proporcionar uma chacina da Candelária, matando milhões de zumbis inocentes, mas sim o drama dos sobreviventes o que claro, não significa que você não irá presenciar várias e várias cenas em que há crânios de mortos vivos sendo destroçados.

A mecânica escolhida para o jogo se casou muito bem com a proposta do mesmo. Os gráficos estão em cell-shading dando um ar bem cartunesco, o objetivo é a exploração dos cenários como em antigos RPG’s e jogos de investigação em que você procura itens que vão lhe ajudar (e ao grupo). Há ainda a presença do sistema de diálogos que ficou famoso em Mass Effect, em que há múltiplas respostas e cabe ao jogador escolher o que dizer, sendo que o jogo responde de forma até satisfatória a cada escolha que o jogador faz, melhorando o nível de relação (ou não) do protagonista do jogo com os outros sobreviventes. É algo que no meu caso, realmente me passou a sensação de estar no controle dos rumos que me personagem tomaria.

O roteiro do game é escrito por Robert Kirkman, que também é responsável pelos quadrinhos, no entanto, a trama não é uma continuação e sim um prólogo. Dessa forma é possível encontrar personagens como Glenn e Hershel tempos antes dos acontecimentos que são retratados na HQ. Apesar de um pouco clichê, o protagonista é o típico homem que errou na vida, foi preso e encontra num apocalipse zumbi a oportunidade de redenção e fazer as escolhas certas (daria uma ótima chamada para o Super Cine). A organização em episódios também é um ponto forte, ao fim de cada episódio há uma reviravolta na trama e algumas sequências do que podemos esperar do próximo episódio.

Claro que há algumas falhas que atrapalham um pouco a diversão, como o tempo muito curto para a escolha da resposta que você quer dar nos diálogos, ainda mais se você não possui o aplicativo de leitura dinâmica instalado em seu cérebro ou não é fluente em inglês e precisa de um tempinho a mais para conseguir interpretar o texto. Alguns podem ainda reclamar da queda da taxa de quadros durante certas cenas, particularmente não é algo que me incomoda.

Enfim, The Walking Dead: The Game é um ótimo game para se jogar sozinho, num fim de semana chuvoso em casa em meio a raios e trovões… ou em qualquer outro dia da semana xD. Além de obviamente agradar aos fãs da série, o game também tem potencial para agradar a quem não conhece a HQ e não é muito familiarizado com a temática de zumbis. Durante o mês de agosto o jogo está disponível de graça para os assinantes da PS+. Para quem não é assinante o game está relativamente barato: cada episódio sai por 5 dólares ou 400 MS points na Live. Teremos futuramente mais 6 episódios, 3 desta primeira temporada e outros 3 episódios adicionais.

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