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Análise – Virtua Fighter 5: Final Showdown

O Início

Há muito tempo, quando os gráficos e animações em 3D ainda estavam começando, quando era absurdamente complicado criar essas animações que em sua maioria tinham como finalidade jogos de corrida, um homem acabou indo além. Estamos falando de Yu Suzuki, programador e “O CARA” da SEGA, o qual criou uma tecnologia capaz de tornar possível a criação de modelos humanos em 3D. Em uma época em que Street Fighter II estava em seu auge, por que não criar algo do gênero utilizando essa nova tecnologia? Surge dessa forma a franquia Virtua Fighter, a pioneira se tratando de jogos de luta em três dimensões.

O primeiro game foi lançado nos Arcades e depois portado para o Sega Saturn, colocando à prova as habilidades de programação de Yu Suzuki, por conta do hardware do console, dificultando bastante o desenvolvimento de jogos na década de 90.

Bom, antes de tudo, revelo que minha experiência com Virtua Fighter é quase inexistente, tendo jogado apenas Virtua Fighter II e por isso, irei lhes falar apenas como um principiante na franquia. Final Showdown chegou aos arcades japoneses em julho de 2010 e só agora está disponível aos jogadores de consoles. Por US$15 obamas você pode comprá-lo na PSN (ou ganhar o jogo se for assinante da Plus) ou 1.200 MS Points para a compra feita através da Live e em minha opinião, vale o investimento.

Os comandos são aparentemente simples se comparados com os demais jogos de luta do mercado. Você não precisa decorar sequências como chutes fortes + soco fraco + meia lua e chute fraco + soco forte/médio/fraco, no entanto, como eu disse, a simplicidade é apenas aparente, há uma mecânica escondida bastante interessante para a criação de combos e ataques. O jogo apresenta basicamente um botão de chute, um de soco e um de guarda e a partir disso, todos os combos (e acredite, há uma quantia razoável de combos possíveis) são criados por meio da combinação desses três elementos (soco, chute, defesa) com os direcionais (e esse foi um diferencial bacana).

A lista de lutadores bem é satisfatória, cada um com um estilo de luta próprio, uma grande gama de golpes e movimentos condizentes com seu porte físico, ou seja, lutadores grandes e fortes são mais lentos e pulam baixo, enquanto os menores saltam alto e são mais ágeis, o que influencia também na execução dos combos. A interação com os cenário também é um ponto divertido da série, aqui não tem frescura, você pode jogar (e ser jogado) pra fora do ringue, alguns golpes podem utilizar parte do cenário em algum momento (como em agarrões, por exemplo).

O Online

Eu pude testar bastante o online do jogo, se sua conexão for razoável as partidas deverão ocorrer sem problemas, a menos claro que você seja daqueles jogadores que tentam executar golpes que dependem de comandos de milissegundos. Nas partidas que disputei, joguei apenas contra brasileiros, não houve quedas de conexão, lags se tiveram foram praticamente imperceptíveis e ainda há a possibilidade de assistir a luta dos outros oponentes enquanto espera a sua vez.

Enfim…

De maneira geral como um jogador praticamente sem nenhuma intimidade com a série, o jogo me agradou bastante e é perceptível essa preocupação em cativar novos jogadores pelo modo tutorial do jogo e um tutorial em vídeo da SEGA ensinando passo a passo os elementos básicos do game (que você confere logo abaixo). Se você acompanha a série há muito tempo, possivelmente vai encontrar algo que não lhe agrade, mas creio que não será motivo para não gostar do game. Se você é “marinheiro de primeira viagem” como eu, não tenha medo de não se adaptar ao jogo, a jogabilidade é bastante instintiva e mesmo sendo iniciante irão sair combos e mais combos naturalmente.

Virtua Fighter 5: Final Showdonw é um bom jogo de luta que foi lançado agora no último dia 6 com um preço bastante convidativo, sem esquecer que é também um ótimo aperitivo para um ano que ainda terá Dead or Alive 5 e Tekken Tag Tournament 2.

 

Caso você queira aprender, este é o tutorial que a SEGA disponibilizou:

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