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Brasil é um dos poderosos mercados de e-sports, mas ainda é preciso encarar alguns desafios

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Com a melhora e a popularização da internet os e-sports cresceram vertiginosamente em todo o mundo, inclusive no Brasil. Os jogadores brasileiros começam a ser reconhecidos e valorizados nos grandes torneios nacionais e nosso país ocupa hoje a terceira colocação em relação ao tamanho do público cativo de eSports, estando atrás da China e Estados Unidos.

Com o espaço dado pelos canais esportivos nacionais transmitindo uma grande variedade de eventos ajudou a difundir ainda mais esse esporte.

 Os eSports deixaram de ser uma simples diversão para se tornar um negócio altamente lucrativo onde os atletas devem estar preparados fisicamente e extremamente disciplinados como em qualquer outro esporte de alto rendimento.

Segundo a 8ª edição da pesquisa Game Brasil (PGB), o percentual de gamers brasileiros que praticam a modalidade saltou de 44,7% para 55,4%, entre 2020 e 2021.

O mais curioso é que um considerável número de jogadores acredita que é possível seguir uma carreira nos eSports, se tornando um pro player e vivendo das suas premiações em torneios. Os jogos mais procurados pelos jogadores brasileiros são os Battle Royale, como o ‘Free Fire’, ‘Fortnite’ e ‘Call of Duty: Warzone’

Entretanto ainda há alguns desafios.

De acordo com uma pesquisa recente realizada pelo site de esports bets Betway, foram coletados dados de 140 profissionais atuantes as principais ligas do Brasil e que disputam as maiores competições mundiais.

O resultado é que a maioria dos atletas de e-sports brasileiros são da região sudeste.

Ao analisar o ranking das modalidades envolvidas trazido pela Betway percebemos que 58% dos jogadores vêm do sudeste, sendo 38% de São Paulo, o polo dos esportes eletrônicos no Brasil, depois a região sul com 17%, a norte com 9%, a nordeste com 8% e finalmente o centro-oeste com 6%.

Um dos fatores que podem estar pesando nessa diferença pode estar relacionado ao fato de que os principais eventos dos esportes eletrônicos são realizados em São Paulo e Rio de Janeiro e, talvez, também por esses estados possuírem uma melhor infraestrutura e melhores oportunidades para esses profissionais.

Ou seja, ainda há muito por fazer para equilibrar mais a balança e dar acesso aos talentos de todas as regiões do Brasil não só às competições, mas também aos jogos e as oportunidades desse mercado tão fascinante.

Já temos as competições e os jogadores de elite

O Brasil começou a explorar o potencial dos eSports há alguns anos e criou uma base, podendo crescer de maneira exponencial nos próximos anos. Competições e talentos não faltam.

O CBLoL (Campeonato Brasileiro de League of Legends) disputado desde 2012, é a maior competição de jogos eletrônicos no Brasil. As equipes que mais venceram esse torneio foram a KaBuM!, INTZ e-Sports e a PaiN Gaming.

O CLUTCH Circuit é outro torneio nacional criado em 2019 dirigido os players de Counter-Strike GO (CS:GO), sendo um dos mais tradicionais do país e que indica o campeão para o torneio internacional Moche XL Esports. 

A LBFF (Liga Brasileira de Free Fire) conta com as mais importantes equipes do Brasil. O Corinthians foi o campeão nacional de Free Fire e em seguida sagrou-se campeão no Free Fire World Series. 

No Brasil temos grandes jogadores e dentre eles podemos destacar alguns:

Paulo Vítor o “PVDDR”, da equipe Tempo Storm, que foi campeão mundial de Magic: The Gathering em torneio realizado em Honolulu, no Havaí.

Alexandro, o “Jah Lêxe”, campeão latino-americano e especialista em Street Fighter V.

Jonatha “JapaBKR” Pereira que pertence à equipe do Corinthians, foi campeão da primeira edição da Liga Brasileira de Free Fire pela Team Liquid.

Matheus “Neil” Krober da equipe Dignity ganhou vários títulos em torneios do circuito sul-americano como o Overwatch Contenders 2020 Season 1: South America e o Contenders 2020 SA Season 2 entre outros.

Lucas “Slooper” da equipe INTZ ficou em terceiro lugar no mundial de TFT e levou para casa a quantia de US$ 18 mil.

E no mundo?

Como exemplo das somas milionárias que estão presentes nas competições, no torneio de DOTA 2 em 2017 foram distribuídos nada menos do que 35 milhões de dólares em premiações.

Também em 2017 o League of Legends, Heroes of the Storm e Call of Duty distribuíram mais de 18 milhões de dólares em premiações. Um dado ainda mais impressionante ocorreu na final da Copa do Mundo de League of Legends de 2019, com 99,6 milhões de telespectadores registrados durante a partida. Nesse mesmo ano, tivemos 450 milhões de pessoas assistindo aos campeonatos de eSports. As organizações de eSports tem um enorme peso em relação ao seu sucesso. Dentre as organizações mais conhecidas temos a Team Liquid, TSM, FaZe Clan, Cloud9 e outras. Elas possuem receitas enormes e são extremamente valiosas. O Brasil também possui algumas dessas empresas como a LOUD, INTZ, paiN que disputam uma série de modalidades. Ou seja, estamos conectados com o que acontece em todo o planeta.

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