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Comentando sobre o novo Select Score [Meio Off-Topic]

Injustice Gods Among Us Select Score
Já faz algumas semanas que eu queria fazer um post sobre isso, e por isso decidi comentar um pouco sobre o nosso “novo” (não tão novo) sistema de “cards de notas”, o Select Score. Hoje a maioria dos sites ainda usam análises numéricas, o que gera às vezes muita reclamação pois o ideal é ler a análise para o jogador poder avaliar melhor, e não apenas olhar para um número no final do post. Alguns sites conseguiram inovar nessa parte alguns anos arrás, e queria também ter um card exclusivo, mas que tivesse algo “diferente” e flexível, não nos atendo aos termos técnicos como Jogabilidade, Diversão, Fator Replay, etc. Após algumas discussões anteriores, o Marcus Roberto (designer que também criou a nossa logo) nos enviou um modelo similar ao atual, com smileys e alguma flexibilidade na parte interna.
Aí o tempo foi passando e não tínhamos ainda implementado o sistema pra valer, mas aí eu decidi voltar sem alarde, com algumas modificações que eu fiz, para deixar o card mais sucinto e mais fácil de fazer, eliminando também as plataformas gerais (por ter aparecido novas desde aquela época). E também seria sacanagem não usar o sistema que ele fez, e ter um “card exclusivo” ajuda um pouco na diferenciação das análises perante os outros sites (igual ao bloco da “ficha técnica”, que serve como um “separador” da introdução do review para a análise, trazendo também dados gerais do jogo).
Além dos prós e contras que normalmente citamos (com algumas ocasiões com “descrições de cor amarela, similar a um sinal de trânsito e que ficam “na média”), o outro ponto principal do card é o “sistema de smileys”, pois pode ter jogador que ache relativamente estranho. Eu acho esse sistema interessante pois se a pessoa pergunta a você se o jogo é bom, você pode ficar feliz e soltar um “Jogo maneiro, compra ele também que você não vai se arrepender” ou um “Achei mediano, confuso”, ou “não compre, não vale a pena”. Jogos top existem, muitos são mais medianos e também tem as bombas, como o recente Aliens: Colonial Marines e o Walking Dead: Survival Instinct. Claro que, no nosso caso, é mais raro aparecer análises de jogos ruins, pois na maioria das vezes a gente compra um jogo que a gente tem mais potencial para gostar, por eles serem mais caros. A gente até que pede, mas não recebemos jogos para análises das distribuidoras e/ou produtoras com representação oficial no Brasil, e apenas 3 vez que conseguimos uma “cópia pra review” de jogos e “betas”: o Rainbow Moon, da EastAsiaSoft, o beta da expansão Mists of Pandaria (World of Warcraft) da Blizzard e o beta multiplayer do God of War: Ascension. Na locadora não aparece jogos ruins, pois até o dono da locadora sabe que jogos compensa mais pegar para maximizar as locações. Acho que se eu fosse citar as maiores decepções que eu tive com os games que realmente comprei foram o Spelunker HD (5 dólares jogados no lixo, quando estava em promoção) e o Final Fantasy XIII. No caso desse último o game, de certa forma, não é uma bomba, mas acabou não correspondendo as minhas altíssimas expectativas que eu tinha depositado desde então (quem é leitor antigo sabe que eu postava muito sobre o jogo).
Mas voltemos ao Select Score. Um dos objetivos do post é para comentar também sobre as nossas “faixas de nota”, que são justamente os smileys. Iremos dividir em:
Basicamente os jogos “top”, os que a gente realmente curtiu e que deixaram um sorriso enorme no rosto durante a progressão. Um Bioshock Infinite, DmC Devil May Cry, Dark Souls, Gears of War: Judgment, Injustice, Skyrim e outros. Normalmente a gente acaba classificando mais com essa nota, mesmo tendo pontos negativos. São jogos que a gente realmente curtiu. Um DmC pode ter um sistema de compras de combos relativamente inútil para a maioria dos jogadores, mas é um hack-slash de respeito, é mais acessível e trouxe muita diversão. Já o Gears of War: Judgment tem um novo jeito de contar a história com um ritmo muito maior, uma extensão da campanha e o multiplayer continua com muita diversão. Tem inúmeros exemplos que a gente fez e teremos muitos reviews pela frente.

 Jogos decentes, mas que não entram nos “tops”. Muitas vezes a gente acaba classificando mais na nota acima, mas pode ser que apareçam games que entrem na segunda classificação. Talvez eu classificaria no segundo ranking o Far Cry 3 e o Rainbow Moon nesse quesito, pois são games tecnicamente bem feitos, mas que acabam não tendo muitos incentivos para continuar com a progressão. No caso do Far Cry também tive alguns momentos de “enjôo” típicos dos FPS, e acho que eu acabo preferindo mais os FPS de guerra tipo a série Call of Duty mesmo. Outro game que eu poderia citar como uma nota “razoavelmente boa” é Spec Ops: The Line. Graficamente o game é meio ruim no PS3, mas a parte mais elogiada é a narrativa mais crua e mais realista, fugindo do “passeio no parque” nos games de tiro normais. Mas eu não classificaria como um game top pois antes de ter jogado eu fiquei sabendo de alguns aspectos da narrativa durante uma gravação do SelectCast, o que acabou servindo como um “spoiler indireto” de alguns trechos marcantes, eliminando um pouco a surpresa, por você já deduzir o que vai acontecer após um acontecimento marcante. Fora que chega um momento que o game acaba se arrastando na progressão, e uma hora eu queria que o jogo acabasse logo, para partir pra outra. Mas pelo menos o game não é tão longo assim.
Os jogos medianos. Aqueles que estão no limiar. Call of Duty: Black Ops II, Guardians of Middle-Earth e o Metal Gear Rising: Revengeance entraram nessa classificação, por terem mais pontos negativos e decepções durante a progressão, mesmo serem games com mais recursos e desenvolvimento. Desses 3, o Guardians of Middle-Earth acaba sendo o melhorzinho, pois, apesar de ainda ter um sistema falho de matchmaking, pelo menos o game não chega a ser tão frustrante após o jogador assimilar a mecânica de jogo (e não morrer atoa pra ficar 1 minuto esperando voltar à batalha). O Black Ops II seria um jogão se não tivesse as fases de “Forças de Ataque”, mas acho que o maior problema do FPS da Activision é que o game tem uma campanha mais instável. Outro game que eu também classificaria com uma “nota média” o Final Fantasy XIII, pois o game também tem aspectos interessantes, mas de maneira geral eu acabei caindo no “conto do hype” no jogo.
 Se eu fosse citar um game ruim, poderia citar o Megamind e o Eat Them (aquele que você destrói prédios numa cidade), com o primeiro servindo apenas para ter uma platina rápida. Megamind é curtíssimo, tem uma jogabilidade falha, gráficos “mais ou menos”. Acho que é mais fácil classificar como “mediano”, mas a gente não escapa também dos games ruins. Mas como eu citei antes: é difícil aparecer pois não temos verba para sair comprando a maioria dos jogos para fazer análise, mesmo que a gente tente sempre a profissionalização do site. Nunca é fácil, e as distribuidoras ignoram a gente, talvez por sermos mais instáveis e não termos ainda uma audiência gigante como os grandes portais. A gente até pede pras assessorias, mas nunca nos atenderam.
 Os jogos realmente ruins e que não merecem a nossa grana. Fuja deles! Se algum desses aparecer por aqui, pode crer que a gente ficou realmente decepcionado. Raro de acontecer, mas nunca se sabe o que pode acontecer no futuro. Talvez eu poderia alugar o Aliens na locadora, caso tivesse por lá, mas também não sei se eu perderia o meu tempo com esse jogo. Talvez eu alugaria “só pra ver qualé” e com certeza iria cair matando a pau no jogo. Um jogo realmente ruim que eu joguei no PS3 foi o Noby Noby Boy, que tinha pegado uma vez quando eu compartilhei uma conta da PSN com um amigo. Não fiz análise desse na época, provavelmente não irei fazer, pois não quero jogar dinheiro fora só para “fins jornalísticos” (lembrando que não sou jornalista, então peço licença pra usar o termo hehehe), e é mais interessante guardar a grana pra pegar algo melhor. Com promoções constantes na PSN Store, 5 dólares que a pessoa gasta podem fazer falta quando você não pode mais gastar com games no mês e tem um restinho de grana na wallet.
Por fim, claro que se vocês quiserem sugerir alguma alteração no Score, comentem abaixo nos comentários! Sei que existem muitos sites com “cards de notas” interessantes, mas queremos apenas ter algo “nosso mesmo” e que seja parecido com o layout atual do site. Claro que o layout do card é relativamente neutro e que combina com diversos estilos de cores que a gente acaba utilizando no layout, e com as alterações que eu fiz, acaba sendo mais fácil de editar. Confesso que eu fico um pouco com preguiça de ter de fazer o card da nota após eu ter terminado uma análise, pois quero sempre “postar logo” quando a edição chega ao fim, para vocês lerem o post. Mas acaba sendo recompensador por ter uma identidade própria!
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