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Dark Souls II – Localização e Análise da build Drangleic/Knight

Dark Souls II - Set de Drangleic PS4 Capa

Conversando com o Decayer no Twitter, decidi tecer alguns comentários rápidos sobre a build que eu adotei em Dark Souls II: Scholar of The First Sin, onde praticamente baseei a minha progressão e evolução no uso do Equipamento de Drangleic. O set é um conjunto “quase inteiro” de armadura, com espada, que tem um peso enorme e que é necessário ter bastante força para conseguir usar com maestria.

Você encontra o set na Floresta dos Gigantes Caídos, logo após você matar o Perseguidor (o segundo chefe do jogo). No vídeo abaixo tem a localização exata do equipamento:

Só que não é apenas focar em força para poder usar, por exemplo, a espada. Outra questão que muitos não analisam direito, ou acabam analisando, mas não usam o equipamento, é na questão do “peso” do personagem. Quanto mais equipamentos pesados você estiver carregando, pior é para a esquiva, e algumas vezes você terá de usar uma para escapar de alguma situação crítica.

Só que em sua maioria você se torna um “tanque”, por conta de sua “natureza melee”, tendo de atacar na hora certa e calcular, com precisão, quantos golpes são necessários para destruir um inimigo.

Em áreas iniciais, após você conseguir 25 de força e puder usar a espada, você já consegue praticamente causar um “hit kill”, mas em áreas mais avançadas, como a Souto do Caçador (Huntsman’s Corpse, e não confunda com o Bloodborne!) e o Pico Terroso (Earthern Peak, no original) você teria outra abordagem. Por exemplo: alguns “ninjas sem cabeça” e os com capuz com bico precisam de pelo menos 3 golpes normais para morrer. Ou você pode usar o R2 e desferir apenas 2 golpes, com um golpe perfurante, e outro giratório.

Mas fazer isso demanda você ser altamente preciso, causar o máximo de dano possível, estar o mais próximo possível do inimigo e talvez ter stamina para ter um terceiro movimento, caso você seja pego desprevenido por trás (o que acaba sendo comum em algumas áreas se você não souber as posições dos inimigos). Dependendo do seu nível pode ser necessário um terceiro ataque, e se você não tiver stamina, essa brecha pode ser usada pelo inimigo, e pros NPCs do Pico Terroso, isso pode ser fatal por eles serem “bem rogues”.

Tenso né? Para as builds, você pode focar um pouco em Força, Constituição e usar os seguintes anéis:

  • Anel do Soldado Real: Aumenta o Peso Máximo de equipamentos que você pode carregar
  • Anel de Lâminas: Aumenta o Ataque físico do personagem.

O meu personagem atual está assim:

Obviamente com mais força você causa mais dano, e tendo mais constituição você consegue carregar mais peso, podendo colocar as outras peças de equipamento aos poucos.

Um detalhe que você pode analisar ao abrir o menu do personagem é o peso. O ideal, para ter uma boa esquiva, é de ter pelo menos até 64%. Perto de 70% o personagem desvia mais devagar, e apesar de ser uma diferença de poucos segundos, essa diferença pode ser fatal.

O maior problema dessa build é o seguinte:

1) Em progressões mais precoces normalmente o jogador não teria tanta força e constituição, o que demandaria muitos níveis de experiência para poder equipar tudo e ter mais defesa. De equipamento inicial eu recomendaria usar o torso, usando peças mais leves para ter mais mobilidade. Talvez você esteja de cavaleiro e esteja usando algum equipamento que caíram das caveiras da Floresta, e a diferença de peso não é tão grande.

2) Se o jogador escolheu alguma classe mais ágil, ou mesmo um caster, você praticamente trocaria de build dentro da sua progressão, e se você se acostumou a jogar dessa maneira, a build não é recomendada. Pois se você se acostumou a ser mago, então causar mais dano com as magias é fundamental, já que você não teria tanta defesa, e perderia a chance de ser um jogador melhor nessa build se você começasse a focar em força e constituição.

3) Talvez seria necessário farmar níveis de experiência. Fazer co-op ou mesmo o grinding em algumas áreas é interessante para ficar mais poderoso, mas isso aumenta o Soul Memory (Memória de Almas). Quanto maior o Soul Memory, menores são as chances de ter co-op em áreas mais avançadas do jogo, pois o game emparelha com jogadores de níveis próximos. E talvez a maioria esteja em outros locais do jogo nesse ponto, dificultando para conseguir ajuda para matar algum chefe.

O item 3 é particularmente preocupante e não é tão abordado por aí. Na Souto do Caçador eu não encontrava quase ninguém, mas consegui matar o chefe sozinho. Na Harvest Valley eu até consegui ajuda no chefe, mas acho que tive sorte. No Pico Terroso e na Bastilha Perdida eu venci os chefes com os NPCs que o jogo disponibiliza.

O legal da série Souls é que o jogo dá liberdade de fazer diversas builds, mas dependendo da build pode dificultar um pouco certas lutas. O ideal é do jogador avançar um pouco e ver se aquele estilo de jogo é o mais adaptado para jogar e prosseguir. Apesar de anteriormente ter comentado que “builds de caster” podem ser destruidoras no Dark Souls III, eu me vi em um estilo que não conseguiria jogar direito. Eu me adaptei mais como um cavaleiro visceral, só que na progressão de PS3 eu não analisava tanto o comportamento do personagem, e acabava focando em quase todos os atributos após boa parte da progressão, ficando equilibrado, mas ao mesmo tempo com pouca eficácia. Você pode acabar habilitando as magias e aumentando o slot delas, mas se você não investir tanto em inteligência, suas Soul Arrows vão continuar causando uma miséria de dano.

Eu consegui fazer um rush enorme no Dark Souls II no PS4 chegando na área “Masmorra de Ferro” (Iron Keep) com menos de 16 horas de jogo, levando praticamente a metade do tempo que eu levei no PS3. Claro que eu fiz diversos co-ops, mas para os combates mais críticos do jogo eu apelei pros NPCs-fantasmas, observando um comportamento bem inteligente da parte de alguns deles. Percebi uma melhora na IA dos NPC nesta versão de PS4, mas ainda assim alguns deles conseguem ser destruidores em alguns combates contra os chefes, como a Peregrina Bellclaire e o Bobo da Corte Thomas. Até a Lucatiel não está tão burra assim.

Para saber mais sobre o Dark Souls II, você pode ler a nossa análise da versão para PS3 e ler o nosso Guia de Sobrevivência e o Guia de Dádivas, com diversas informações úteis para o jogador de primeira viagem. O game poder ser implacável neste início, mas depois de algumas horas de jogo ele fica mais acessível, e o jogador consegue aprender mais sobre as áreas e em qual momento ele deverá ter mais cautela.

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