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Dark Souls III, a E3 e o Hypetrain. O que podemos esperar do provável anúncio do jogo?

Dark Souls II - Scholar of the First Sin - PvP e Co-Op

A Bandai Namco sabe que a série Souls vende. A Sony também, por conta do Bloodborne, e de ser um dos primeiros games realmente top do PlayStation 4. A From Software conseguiu fincar os pés entre as melhores desenvolvedoras do mundo com os seus jogos da série Souls, trazendo dificuldade extrema e um sistema de recompensa enorme. E que Dark Souls III seria praticamente inevitável, pois os jogadores sempre querem mais, e mais,e  mais.

Segundo o VG247, fontes internas ligadas à From Software comentaram ao site que o Dark Souls III será anunciado este ano na E3. Claro que eu to evitando comentar rumores, pois alguns são absurdos demais pra serem verdade, ainda mais nesta época do ano que antecede ao principal evento de games do mundo (que irá acontecer nos EUA nos dias 16 a 18 de junho). Só que o hypetrain continua forte demais nesta série de RPGs, e do que podemos esperar de um provável anúncio do jogo? Decidi tecer algumas teorias malucas sobre isso!

Lançamento em 2016 ou 2017

Com o lançamento de Scholar of The First Sin, o Dark Souls II veio para a nova geração de consoles e PC. Trazendo modificações internas como posicionamento de inimigos, mais os DLCs da trilogia “The Lost Crowns“, o jogo se tornou a melhor versão do game para quem já tem consoles next-gen. As versões de PS3 e do Xbox 360 receberam melhorias, mas jogar o game com visual melhor já é mais chamativo.

Com isso, mais a experiência da From Software com os kits de desenvolvimento, já poderia chutar um lançamento do game para o próximo ano, mas para ter um game mais top e um desenvolvimento mais tranquilo, talvez em 2017, talvez em março, época onde os jogos mais recentes da série foram lançados.

Sim, o Bloodborne não poderia ser considerado um game da série Souls, mas eu classifico como “integrante honorário”, pois a pegada do jogo é a mesma, os esquemas de dificuldade, progressão, co-op. Um sucessor espiritual digno de nota!

Hidetaka no comando?

Segundo o rumor do VG247, o Hidetaka Miwazaki, diretor de Bloodborne e mentor de Demon’s Souls, estará sendo o grande responsável pelo projeto. Será? Será que veremos o retorno às origens do Demon’s e do primeiro Dark? O Dark Souls II é um ótimo game, mas acabou sendo relativamente inferior ao primeiro, mas veio “mais enxugado”. Mas também fico imaginando se a From Software não conseguiria manter as 2 séries em paralelo, com um lançamento de um Bloodborne 2 no futuro próximo, ambientado em outro lugar e com visual ainda mais impressionante.

Mais desafiador?

Pedir mais desafio é típico, mas como fazer isso e não deixar o game frustrante? A temática da série é de jogar o jogador sem nada à vista, com ele tendo de se virar, e com ele aprendendo que em determinado trecho o bicho vai pegar. Bloodborne veio com bastante desafio, mas o game acabou sendo mais acessível, talvez por conta dele tentar atingir os donos do console e que não conheciam a série Souls antes. Talvez por conta da jogabilidade ser mais visceral, de não ter escudos, de ser “mais kamikaze”.

Dark Souls III voltaria à premissa básica do “escudo empunhado em quase todo o tempo num local desconhecido”. Botar dificuldade é transformar numa espécie de suspense de ação, com um inimigo saindo do nada para cima de você e você tomar na asa. É botar chefes que deverão ser derrotados usando a cabeça, mas não deixar o modus-operandi único de acordo com a escolha de classe do jogador.

Next-Gen

Aqui vem a única certeza de um anúncio. A direção de arte gótica e sombria de Bloodborne impressiona, e fico imaginando isso aplicado no Dark Souls III, mas sem ter atmosfera gótica, mas ao mesmo tempo sombria. O segundo game trouxe bastante diversidade aos cenários, além dos clássicos atalhos que você só descobre depois que você descobriu eles (a menos que você leia guias e detonados antes de jogar…).

O visual do jogo terá marcação cerrada por parte da imprensa especializada e jogadores. O vídeo embasbacante de 12 minutos que saiu primeiro no IGN americano prometia um visual soberbo, mas no final das contas o visual do PC ficou pareado com o do PS3 e do Xbox 360, que nunca rodaria o game com aquele visual apresentado (mesmo tendo gráficos maneiros na versão final). Com a nova geração já no mercado, os consoles antigos certamente serão descartados, e veremos visual equiparado entre o PS4 e o Xbox One.

O Bloodborne deve ser usado de referência visual, mas ainda tem a questão do framerate, um calcanhar de aquiles da série e que vive dando problema. Só que como o Dark Souls III não precisa necessariamente mostrar uma locação gigante ao fundo, a From Software pode deixar os mapas intricados verticalmente para deixar o game “mais leve” e mais intimista (e não ser tão “aberto” como visitar locais altos de Yharnam)

Covenants, Co-op e PvP

Um game da série Souls tem de ter o co-op e o PvP. O co-op de Bloodborne ficou um pouco confuso inicialmente, mas algumas técnicas implementadas foram interessante, como transportar o jogador para o mundo de outro no mesmo local onde ele está, a eliminação dos sinais do chão de co-op, adicionando uma certa aleatoriedade na chamada do jogador, e do jogador usar a mesma sessão para chamar mais de 1 jogador. Você pode estar no começo da área e aparece alguém próximo, te ajudando nos inimigos durante a progressão. Depois de alguns minutos o terceiro jogador aparece em outro ponto que você não sabe, mas que pode ajudar o dono do sessão limpando áreas posteriores.

Claro que o Bloodborne não teve implementado direito as Covenants, outro elemento do Dark Souls II e que pode voltar ao terceiro game da série, mas com mais camada de complexidade e que poderia mudar os rumos de sua progressão, definindo locais onde você poderia acessar ou não.

Já o PvP é praticamente o básico da série: invada o mundo de alguém e sofra as consequências. Claro que o Bloodborne tirou parte da surpresa dos jogadores, pois quando jogador está sozinho, mesmo conectado, não existe PvP, diferente do Dark Souls, onde você estaria todo serelepe andando por aí e PIMBA: jogador xyz_hardmasterfighter invadiu o seu mundo e está indo atrás de você com sangue nos olhos. Para quem não curtia o PvP era o momento de gelar a espinha e se preparar para um confronto, onde você poderia se dar bem ou tomar uma surra.

Com o PvP, poderia ter gatilhos internos da fase que poderiam ser usados por ambos os jogadores, e uma mecânica difícil de criar e executar. Já tem a questão das alavancas que podem ser acionadas e travar a progressão do host (como no começo de Anor Londo) ou abrir atalhos, e poderia ir além, atraindo um inimigo mais poderoso e trollando o adversário, que poderia gerar uma situação inusitada.

O retorno das Tendências de Mundo

O sistema de Discernimento/Insight no Bloodborne é interessante, criando situações específicas dependendo da quantidade de Discernimentos que o jogador poderia possuir naquele momento. Mas o sistema de Tendências de Mundo de Demon’s Souls era mais interessante, com os mundos estando “Pure Black/Pure White” definindo e deixando o game mais fácil ou mais desafiador dependendo da época do ano. Poderia ter algo similar nesse sentido, mas mais aleatório, e que poderia pegar as informações regionais da PSN e dos amigos do jogador.

Por exemplo: se durante o game houvesse um gatilho para acionar a mudança de periculosidade do mundo, mas que fosse espalhado para a sua listagem da PSN, gerando uma situação de co-op para incentivar os jogadores a jogarem e tentarem consertar a treta. Ou mesmo um evento semanal e com metas, onde os jogadores de todo mundo deveriam se unir para tentar arrumar uma treta temporária que poderia deixar o game mais difícil no online, mas que ficasse na versão offline do jogo em caso do jogador ficar online e baixar uma atualização do jogo.

Claro que quem jogaria apenas offline iria escapar disso, mas jogando offline não tem co-op ou facilitadores.

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Falta pouco mais de 2 semanas para a E3 2015, e apesar de ser um rumor, um novo game da série seria muito bem-vindo por parte dos jogadores, ainda mais por ser um título multi-plataforma. Com o Bloodborne exclusivo, os donos de PCs e do Xbox One teriam acesso a mais um RPG sádico da From Software, que poderia ser mais grandioso, mais desafiador e 100% next gen, com visual impressionante. Claro que o PC ostentaria uma versão mais potente, mas muitos fãs da série podem acabar indo pro PS4. Pois foi nas plataformas da Sony que a série surgiu e conquistou os jogadores, com o Demon’s Souls, e muitos fãs da série compraram o PS4 por conta do Bloodborne.

O jeito será esperar até a E3 deste ano para ter mais respostas. E um novo game da série já transformaria num dos principais lançamentos dos próximos anos que será bastante aguardado pelos jogadores!

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