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Impressões – Fuse (Demonstração)

Fuse Game Insomniac Key Art

Esta semana foi publicada na Playstation Store a demonstração de Fuse, novo game da Insomniac Games, empresa que criou os games da série Ratchet & Clank e Resistante nos consoles Playstation. Nos últimos anos a empresa se tornou independente da Sony, e com o financiamento da Electronic Arts ela decidiu criar o Fuse, para Playstation 3 e Xbox 360. Inicialmente chamado de Overstrike, o game promete ter uma jogabilidade cooperativa com 4 personagens e algumas adições extras na mecânica, como as trocas de personagens. A demonstração é relativamente curta mostrando 2 trechos que acredito serem da mesma fase. Antes de iniciar a missão o jogador pode escolher um dos 4 personagens principais, cada um deles com características próprias e uma arma diferente. Decidi inicialmente ir com o Dalton Brooks, por conta de sua mecânica com o “escudo magnético” para ver como seria o gameplay.
A jogabilidade inicial é um pouco difícil na primeira escalada do game em uma pequena encosta, e logo após essa parte os personagens chegam na base inimiga. O game já sinaliza que é possível trocar de personagem a qualquer momento durante o gameplay, caso ele esteja disponível no momento e não esteja fazendo ações específicas. Pelo game ter co-op online, acredito que a troca de personagem só irá funcionar se o “personagem-alvo” estiver sendo controlado pela IA do game, e nos combates e realizando ações específicas os personagens ganham experiência, similar ao Bulletstorm (mas não acredito que o game incentive a executar ações mirabolantes como acontece no FPS). Com o Dalton ele aciona um escudo magnético e nesse momento não é possível usar outras armas, servindo mais como um defensor, defendendo os tiros dos inimigos por um curto espaço de tempo (e podendo usar um tiro mais carregado nesse modo). Também é possível trocar de arma com o botão “Quadrado”, mas achei a jogabilidade pouco prática, pois dependendo da arma que eu quiser utilizar eu teria de apertar o botão várias vezes. No calor da batalha e em níveis maiores de dificuldade os poucos segundos adicionais para  trocar e escolher a arma podem ser a diferença entre a vida e a morte.

O game também tem um sistema de coberturas meio complicado de acionar e utilizar. Chegando perto de uma parede o jogador pode usar o “Círculo” para ficar “abaixado” ou encostado em uma parede, e quando ele chega “nas bordas” é possível trocar  de cobertura ou se apoiar na cobertura adjacente, mas era bem fácil errar e ficar em pé, virando alvo fácil dos tiros dos inimigos. Também tem um comando de ataques corporais, mas em nenhum momento o game ensinava esse comando, e só aprendi mesmo depois que eu vi outro personagem usar perto de mim (e ainda assim tive de apertar todos os outros botões do controle para “aprender” a jogabilidade).
Então decidi trocar de personagem e usei a Naya, tendo uma arma que “causa uma singularidade” (gravitacional?), sumindo com o oponente. Alguns oponentes também eram bem resistentes com a “metralhadora padrão da singularidade”, mas eu consegui avançar normalmente. Só depois de algum tempo eu lembrei de usar a habilidade principal dela, que deixa ela invisível. Inicialmente eu comecei a usar a habilidade mais para eu me posicionar em alguma outra cobertura para atacar com armas de fogo, mas apenas na segunda progressão na demonstração que eu aprendi a fazer ataques furtivos, chegando perto do oponente e usando o “Triângulo” para desferir um “golpe mortal”. Nem todos os oponentes tem essa facilidade, e aí eu tive de usar uma cobertura para terminar o serviço.

A demonstração tem 2 partes. Na segunda parte (numa parte mais avançada) tem uma batalha mais visceral, com 2 robôs enormes similares a Metal Gears que usam lança-chamas e que conseguem se movimentar pela localidade (similar à imagem abaixo). Aqui eu tentei usar a Izzy, que tem habilidade de “sonar” e sua metralhadora pode deixar o inimigo “paralisado” depois de vários tiros, mas eu acabei descarregando o pente inteiro de balas nos oponentes, e provavelmente não consegui captar a mecânica da personagem. Depois eu tive de usar um rifle sniper para acertar os robôs e acertar também alguns drones que os chefes ficavam espalhando pelo local, também capazes de dar tiros nos personagens. De certa forma a batalha não foi muito difícil, e foram poucas as vezes que algum personagem ficou “à beira da morte” por lá, bastando chegar perto para reviver. Nesse ponto a Naya acaba sendo a melhor opção, usando a invisibilidade para chegar ao companheiro sem ser vista pelos oponentes.
Após essa parte tem mais um pouco da fase com mais alguns combates normais até encerrar a demonstração. O game “acabou salvando” o progresso dos personagens e com uma segunda rodada foi relativamente fácil chegar ao “level cap” da demonstração, no final do nível 15. Na demonstração também tinha a parte para compras de habilidades diversas, tendo perks que aumentam a energia, diminuição do “custo” para se usar uma habilidade (na verdade nem reparei nesse detalhe, e apenas reparava que não podia usar toda hora e existe um tempo de espera entre um uso e outro) e outras habilidades diversas. Cada perk tem diversos níveis, e lembrei um pouco da série Mass Effect. As escolhas do jogador no menu permanecem no save da demonstração, e queria poder resetar as habilidades sem precisar apagar o save, só para ver até onde eu conseguiria chegar ao destravar todos os níveis de certas habilidades (que liberam outras).

No mais, achei a jogabilidade meio complicada para trocar as armas, e cada personagem tem suas vantagens e desvantagens, mas a demonstração não tinha momentos que necessitariam de muita estratégia para os personagens. E apesar da premissa de co-op, a demonstração não tinha nenhum “momento exclusivo” do personagem, como acontece com o Resident Evil 5, onde alguns trechos do mapa os jogadores se separavam e tinham tarefas específicas para executar. Os vídeos abaixo sugerem que teremos “momentos exclusivos”, mas só jogando para ver. Certamente jogarei a versão completa se eu conseguir uma locação ou um empréstimo, pois com novos games interessantes saindo nos próximos meses o Fuse acaba não sendo tão chamativo. Mas eu gostei particularmente da jogabilidade furtiva com a Naya, e espero que na versão final ofereça outros incentivos para o jogador usar todos os personagens e jogar diversas campanhas.
Abaixo tem novos trailers e mais imagens do game. Fuse será lançado em 28 de maio na América do Norte e no dia 31 de maio na Europa.
Dalton:

Izzy:

Naya:

Jacob:

Imagens:
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