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Gaming no Linux – Considerações [Parte 1]

Olá leitores! Depois de muito tempo em um hiato de postagens, eis que venho com mais uma, com um assunto que é interessante, e principalmente, controverso: Jogos no Linux. Muito se fala sobre o Linux como uma plataforma de gaming, e as opiniões normalmente se dividem bastante. Com o lançamento do Steam para Mac, e com a promessa da Valve de fazer o lançamento também para Linux, os rumores e conjecturas estão mais vivos do que nunca.
Para entendermos sobre isso, precisamos entender alguns conceitos básicos, os quais nos ajudarão a entender o contexto geral, e por fim, entendermos a situação do  Linux como um candidato sério como uma grande plataforma de gaming.

O Market Share

Um argumento comum para as grandes produtoras é o fato de não compensar desenvolver para um produto com apenas 1% de Market Share, já que o número de usuários e o possível aumento dos lucros acabariam não compensando o custo de desenvolvimento e manutenção de um port, o que é verdade. Só que algumas considerações podem (e devem) ser feitas sobre esse fato:

  • É complicado mensurar a quantidade de usuários Linux, pelo simples motivo que, como não se há uma participação efetiva das empresas que “fabricam” distribuições, já que o sistema é na maioria das vezes gratuito, e mesmo as que participam com distribuições pagas, como a Red Hat, a Novell e a Mandriva, ou se focam no mercado de servidores (como a Red Hat), ou possuem uma participação ínfima (como a Mandriva), ou possuem versões gratuitas, e normalmente mais popular dos seus mesmos produtos (como a Mandriva e a Novell). Todas essas empresas focam-se somente no mercado empresarial, que, por motivos óbvios, não são consumidores ativos de jogos. Não, você não vai conseguir convencer seu chefe a comprar um PS3 pra os funcionários.
  • A cultura dos usuários Linux é um pouco diferente dos usuários Windows, principalmente no Brasil. Quando se é um ativista do software livre — e acredite, boa parte dos Linux users são — se tem uma visão que normalmente beneficia os programadores, principalmente pelo fato de, como o produto é gratuito, os programadores que estão trabalhando nele estão fazendo um favor, algo que poderia ser considerado “caridade”. Dessa maneira, assim como se tem um altruísmo dos desenvolvedores, os usuários também ajudam os desenvolvedores, com doação.

O segundo motivo, em principal, é o que explica um fato inusitado: a pirataria das versões Linux dos jogos costumam ser (proporcionalmente) muito menores  que as suas versões pra Windows!  E em pacotes onde se tem uma escolha de preço, como o Humble Pack, os usuários Linux acabam sendo muito mais participativos!
Em parte, isso é explicado pela carência natural dos jogos para a plataforma, o que torna qualquer peixinho no mar de jogos Windows em um grande peixe para os usuários do penguim. E todos sabemos que penguins gostam de peixe, né? (piadinha sem graça off) E, num mercado onde há pouca concorrência e os usuários estão praticamente implorando por produtos, qualquer um pode perceber que há um grande potencial a ser explorado, principalmente por estúdios pequenos e médios, cujo possível lucro do port acabam compensando o custo da mudança (em jogos maiores isso é mais complicado, já que o custo de produção ultrapassa a casa dos milhões).
Bem, nessa primeira parte, é só. Na segunda, eu tratarei sobre a disparidade do OpenGL e do DirectX, suas diferenças, e porque o OpenGL é, na minha opinião, uma escolha melhor para desenvolvedores indie. De qualquer maneira, não pare por aí! Se se interessou pelo assunto, recomendo a leitura desses textos, que explicam com muito mais detalhe o assunto desse post:

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