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Gun Edge e a mulher

Este texto é continuação direta de Convite ao Bar. Leia o outro texto primeiro. Uma pequena explicação: o fio quer dizer filho. É uma gíria daqui da região, que pode significar também que está se referindo à outra pessoa.
Final do dia, e depois de muito treinamento, Ricardo e Eduardo se encontram novamente para irem ao bar.
– Preparado? – perguntou Ricardo, iniciando a conversa
– Como assim preparado?
– Preparado pro seu primeiro dia de goró e cerveja!
– Você não vai conseguir me fazer beber cerveja. E nenhuma bebida alcóolica. Não adianta!
– Quem sabe…
Os dois chegam a um bar próximo e encontram outros amigos. Alguns deles estavam com roupas civis (comuns) e outros com farda.
– Olha só, é o nosso amigo Gun Edge! – disse Ricardo, cumprimentando-o.
– Não diz o meu nome aqui, fio! – disse ele
– Opa, foi mal!
– Porquê isso? – perguntou Eduardo
– O nosso amigo tem complexo de agente secreto. Que este nome é o nome de um cara que é exímio armamentista das Forças do Bem do mundo! – respondeu Ricardo, zoando com o cara. – Então ele quis esse apelido…mas só entre nós!
– Onde você viu isso de agente secreto? – perguntou Eduardo.
– Vi isso na internet – disse ele. – Dizem que o cara sabe combinar armas, que ele ajuda as agências com conhecimento de armas bélicas, etc. Queria ser um deles. Dizem que é uma organização, mas dizem que é também uma única pessoa.
– Como aquele cara do Metal Gear Solid 4…
– Quem?
– Um tal de Drebin.
– Como é que ele é.
– Negro, usa óculos, tem cabelo loiro…
– O que é Metal Gear Solid 4? – perguntou um dos amigos de Ricardo.
– Um jogo para o Playstation 3, que foi lançado algum tempo atrás. Um jogo militar. – respondeu Eduardo
– Maneiro! Mas eu num gosto muito de videogame.
– Pena. A série é uma das melhores que já joguei. Mas em Metal Gear Solid 4 eu ainda não joguei. Só ouvi falar desse Drebin porquê um amigo contou.
– E esse cara é o quê? – perguntou Gun Edge
– Pela descrição do cara, é um personagem que fornece armas pro Old Snake, o personagem principal do jogo. – respondeu Eduardo
– Old Snake?
– É o Solid Snake, mas é mais velho.
– Como assim velho? Um idoso?
– Isso. Mas o cara tem bastante energia. E luta pra caramba!
– Que nome! Solid Snake! Cobra sólida! – zombou outro amigo do Ricardo.
– UAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHUAHUAHUHA – todos riram
– É melhor a gente ir pro bar e continuar com a nossa conversa!
– Ah, e desculpe a demora! – disse Eduardo
– Sem problema! O importante é que vieram!
Todos eles entraram no bar, juntaram duas mesas e começaram a conversar. Estavam em 6.
– E aí, como é a vida no Exército? – perguntou um deles.
– Num é muito boa, mas o salário e os benefícios compensam! – disse Ricardo. – Ah, esquecemos de nos apresentar: EU sou o Ricardo, e este é o Eduardo, o careta na turma!
– Careta? Huahuahuhauhauhauha – riu Eduardo – Só porquê eu levo a sério o lance do Exército que você me acha um careta?
Neste momento entra no bar um grupo de 4 mulheres, sendo que uma delas é morena e tinha cabelos compridos.
– Nossa! Acabou de entrar uma verdadeira frota de aviões aqui! Meu Deus… – disse Ricardo, olhando para elas.
As mulheres se sentaram numa mesa um pouco distante dos militares. Logo em seguida entrou um grupo de homens, e um deles usava óculos e tinha cabelo moicano. Tinham caras de poucos amigos e eles olharam para as mulheres.
– Olá, gostosa, tudo bem! – disse ele. Elas não gostaram da frase do cara.
Eduardo, que estava absorto em seus pensamentos, olhou para as mulheres e viu que a morena o olhava. Ela sorriu, e ele ficou encabulado.
– Cara, ela tá querendo você! Vai lá e aproveita – disse Ricardo, baixinho.
– Eu? Err…
– Fio, aproveita a oportunidade! É pra isso que viemos! Não desaponte a gente!
Eles então olham para as mulheres e elas, vendo que eles observavam atentamente, começaram a rir e a cochicar umas com as outras.
– O ruim é que são só 3. Três de nós vamos ficar chupando dedo… – disse Gun Edge, com cara de choro.
– Isso se elas quiserem três de nós – disse Eduardo, seco. Ele começa a observar os outros caras do bar.
– Cara, você é gay? Ou fez voto de celibato? Nunca vi você catar uma mina! Se tu não for, tu tá ferrado com nós, meu fio – disse para ele, olhando para as mulheres. Elas também olhavam para eles.
Eduardo observou elas mais alguns segundos, e a mulher que quer o soldado cochicha no ouvido de outra. Eduardo observou atentamente.
– Tenho uma notícia ruim pra você, Ricardo! – disse, olhando para a direção oposta à que elas estavam.
– O quê?
– Ela sabe leitura labial. Então entendeu tudo que você disse!
– Como é que você sabe disso?
– Porquê eu li os lábios dela também! – continuou.
– Onde você aprendeu isso?
– Ué, você mesmo sempre dizia que os cursos extras do Exército são idiotas?
– Droga… Vou pedir alguma coisa. O que vão querer?
– O de sempre! Cerveja, claro?
– E você, mocinha? – perguntou pra Eduardo.
– Refrigerante. Se não tiver, pede um copo de água pro cara.
– Tu vai beber cerveja com nóis!
– Você escolhe: ou eu fico com vocês e bebo o que eu quiser ou eu vou embora.
– Ok, Ok… Vou lá pedir!
Enquanto ele ia na direção do balcão, Ricardo observou os outros caras e para tentar se dar bem na fita, ele zomba com o cabelo do líder:
– Ae, gente boa! Gostei do cabelo!
– Gostou! Que bom pra você! Mas acho que se você não estivesse com essa roupa de merda e estivesse com os seus amiguinhos você não teria tanta coragem!
– Acha que eu não tenho coragem? Tá bom…
– Quer resolver isso lá fora?
– Não preciso sujar as minhas mãos com babacas como vocês!
O cara se levantou rapidamente e foi na direção de Ricardo. Ele, por sua vez, ficou em posição de combate.
– O bicho pegou, pessoal – disse Gun Edge. Os miltares e os amigos do cara com cabelo moicano se levantaram. Eduardo fica entre o cara e Ricardo.
– Parou aí! Ninguém vai fazer nada aqui! – disse Eduardo, com calma.
– Se tu não sair daí, eu vou pegar você primeiro! Você não tem nada a ver com isso. Não se intrometa.
– Ele é meu amigo. Eu vou ter de me intrometer sim, mesmo ele sendo um cabeça dura e idiota!
– Sai da minha frente, seu muleque!
O cara pega uma faca do bolso e aponta para Eduardo. Ele, por sua vez, continua coma sua calma e averigua o lugar.
– Quer uma disputa? Que tal aquilo – e ele aponta para um alvo redondo e alguns dardos fincados no mesmo.
– Quer disputar aquilo? Um jogo de dardos?
– Exatamente! Eu contra você. Se você ganhar, iremos embora, e vocês ganham. Vão poder dizer pra todo mundo que conseguiram ganhar de um monte de militares mixurucas…
– E se você ganhar?
– Nunca mais você e seus amigos vão vir aqui ou mesmo zoar com alguns de nós. Também não poderão fazer nada contra elas, já que pelo que percebi vocês querem outras intenções com elas, não é?
– Correto. Você é bom cara. Bom em ler as nossas fisionomias. mas saiba que sou melhor que você!
– É o que veremos!
Continua…

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