Início » Ficção Real » Ficção Real 01 – O alvo que não fez direito a sua tarefa

Ficção Real 01 – O alvo que não fez direito a sua tarefa

Queria guardar o conteúdo deste post para o mega-post de multiplayer de Killzone 2 que iria montar, mas como o povo anda pedindo textos “fora do padrão” (padrão = notícias, imagens e etc que saem na maioria dos blogs) decidi iniciar uma nova série de posts por aqui: histórias curiosas que acontecem no multiplayer. Bom, a série não se focará apenas no Killzone, mas em outros games também. Aquele momento mágico, ou aquela derrota fenomenal naquela sala online. Aquela corrida onde você onwou aquele colega seu de jogatina…etc etc etc. Tudo que pode gerar uma história engraçada que realmente aconteceu. Ou não aconteceu, mas pelo menos da minha parte vou contar fatos verídicos que eu presencio por aí. Vamos lá!
Num dia desses eu estava no Killzone 2 na Academia Radec, pra mim o melhor cenário de multiplayer do jogo. Um cenário pequeno, meio fechado, onde ocorrem carnificinas extraordinárias. Neste dia alguém do meu grupo (estava como ISA) era o alvo de um assassinato. No multiplayer, uma das missões de cada mapa (quando se tem todos eles ativados) é o de assassinato onde é escolhido um membro da sua facção/exército pra ser o alvo. Cabe aos outros proteger esse jogador para que não ocorra a morte dele e o ponto vá para o exército inimigo (e por isso a missão ocorre 2 vezes. Uma pra proteger e outra pra matar algum usuário da facção rival). Beleza, a missão estava ocorrendo, mas numa hora eu percebi algo estranho: a barra verde não enchia. Pensei: o cara deve ser meio noob e fui atrás dele pra saber o que estava acontecendo. Quando cheguei perto, vi que ele estava dentro da base (onde tem o respawn/início permanente de quem morre na partida) e num local que é inacessível pra outra facção (já que nessa sala não tinha jogadores suicidas que entrariam lá tentando detonar tudo e todos). O cara estava lá, escondido dentro de um vão parecido com aqueles vãos em oficina de carros pra consertar embaixo dele.
O mais impressionante não foi isso. Eu estava perto dele e vi algo que me deixou de queixo caído: outro jogador chegou perto dele e começou a atirar com a pistola, bem na cara dele. Eu só via o cara atirar e o alvo sobreviver, já que na sala não estava configurado pra ter o fogo-amigo (quando um tiro seu poderia ferir mesmo alguém da sua equipe). Aí o tempo foi passando e o jogador que também estava bravo desistiu. Eu também desisti e fui caçar alguma faixa pra melhorar o meu personagem. Então o tempo de “defesa de alvo de assassinato” acabou e o resultado era muito óbvio: o ponto foi pra facção rival. Na hora eu fiquei puto, mas acho que os outros jogadores da ISA devem ter ficado também.
Por fim, não sei se a tática do cara deu certo. Pelo que eu sei, sobreviver à missões de assassinato dão uma faixa de defesa e 5 pontos na sua pontuação da sala. Aí o cara pode ter ganhado a faixa por sobreviver, mas isso não tem graça. A graça é você sobreviver com a ajuda dos seus companheiros enquanto o exército rival vem com sangue nos olhos pra te detonar.

Relacionados e Publicidade