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Jogamos na BGS 2014 – Lords of The Fallen: um Dark Souls com cara de Darksiders. E desafiador!

Brasil Game Show - Lojas Americanas - Bandai Namco

Diferente da Sony, Microsoft e Warner, que tiveram estandes colossais na Brasil Game Show 2014, a Bandai Namco foi mais modesta, oferecendo um evento pré-BGS em um bar em São Paulo, e tendo, na BGS, uma estande pequena dentro das Lojas Americanas, além de algumas estações com Formula 1 2014 espalhadas pelo evento. Eventos às portas fechadas também rolou, onde tivemos jogos promissores como o Dragon Ball: Xenoverse (que fiquei bem impressionado com o que o game promete, e que pretendo comentar nos próximos dias numa prévia), Project CARS (que ainda é bem promissor, apesar de sua jogabilidade mais difícil) e o injustiçado Lords of The Fallen. Joguei o Lords 3 vezes durante a BGS, e tenho de admitir que eu paguei a língua fortemente após a terceira jogada, já que, dependendo da build do jogo e da build do personagem, a jogabilidade muda de maneira brutal. Como aconteceu com o Bloodborne, o Lords of The Fallen é mais recomendado de se jogar fora de um evento cheio de gente, pois é uma jogabilidade difícil de assimilar.
Na primeira tentativa, vi o Harkyn, protagonista do jogo e badass de plantão, pesadíssimo, Dificuldades em defesas, mortes constantes e rápidas. O jogo tem a premissa de ser um Dark Souls, mas o jogo não é tão massacrante quanto o Dark Souls e o Bloodborne. Classificaria o Lords mais como um “Darksiders” mais hardcore, por conta de sua jogabilidade ser bem similar em movimentação, ambientação e peso do personagem. Obviamente o personagem acaba sendo menos ágil que o Morte, mas tudo remete ao jogo, por mais que o game também seja bem medieval.

O primeiro teste foi num dia de público do evento, onde veio um certo desânimo quanto ao jogo. O colega Alex_Seph, do Fênix Down, conseguiu jogar o game com uma facilidade enorme, já que, por ele ter visto gameplays anteriores do jogo da E3 (que mostravam a mesma localidade) ele me mostrou um lance onde você poderia atrair um inimigo mais pesado que estava num corredor adiante, bastava atrair o cara de volta e deixar ele cair num alçapão no centro de uma áreazinha circular. Simples e eficiente, e ele conseguiu avançar bem na demonstração da BGS. Ainda assim o jogo já inspirava uma certa preocupação quanto a sua jogabilidade, pois não era tão maleável quanto o Bloodborne ou os jogos da série Souls.
Mas continue lendo, pois a maior surpresa veio no último dia do evento.
Enquanto via filas quilométricas nas outras estantes, no cubículo da Bandai Namco as filas principais estavam mais pro Naruto, pro Dragon Ball: Xenoverse e pro Formula 1 2014. Pouquíssimos tinham interesse em jogar o Lords, e conversando com uma atendente, ela comentou que “a galera não curtiu o jogo”, que o jogo é “difícil demais”. Não tinha ninguém na hora, e aí decidi tentar novamente. Quem jogou anteriormente já estava num chefe posterior, que era numa espécie de arena maior e com o inimigo usando de golpes potentes com socos, e golpes no chão, criando uma espécie de “onda em linha irregular”, como se tivesse abrindo uma fenda no chão com um terremoto. Com outra build e com o personagem tendo um escudo, o jogo ficou relativamente mais fácil, apesar do chefe ainda inspirar cuidados. Difícil, mas não impossível, mas certamente esse chefe dará um trabalho enorme na progressão oficial dos jogadores. Só que isso poderá depender bastante de como que estará o personagem desde o começo.

Então veio o terceiro teste, agora em uma sessão fechada da Bandai Namco. A diferença de builds e do personagem chega a ser brutal. O Harkyn estava mais leve, eu estava usando mais escudos e esquivas. O treino anterior me deixou mais atento e treinado. A demo começa com ele já em um corredor fechado e alguns inimigos iniciais, numa área similar a uma escada, e logo cheguei na parte onde você atrai o inimigo para um alçapão. Passei essa parte e cheguei num local que, presumo, será um checkpoint do jogo. Tinha 2 inimigos na escada, e acabei perdendo pra eles, ganhando uma morte extra.
Alguns detalhes que consegui perceber dessas 3 tentativas: tinha 3 poções de cura, que curavam cerca de 35 a 40% da barra de energia. O personagem tem uma magia que ele “acumula” e depois solta, como se fosse um tiro, e percebi que na HUD do jogo tinha um símbolo que mudava de cor, no canto inferior direito. Não sei dizer se é um cooldown de magias, mas a magia era usada poucas vezes, e acho que a maior parte dos combates deverá ser resolvida na pancadaria mesmo. Melee, capa e espada. Fora a questão da variedade de armas, que pode mudar significativamente a jogabilidade. No primeiro teste era um martelão que deixava o cara mais pesadão e mais vulnerável. Na segunda tentativa era um escudo com uma espada, e na terceira vez eu usei uma espécie de cajado, que faz um efeito de golpe finalizador no inimigo, como se eu estivesse dando um tiro com o cajado a queima-roupa no inimigo.
Difícil avaliar se compensaria comprar o Lords agora. Eu estou bem curioso em dar uma chance, mas por estarmos em uma época com muitos lançamentos em diversas frentes, então a maioria acabaria optando por pegar outros jogos que irão sair agora em novembro, como os Assassin’s Creed (principalmente o Unity), Call of Duty: Advanced Warfare, Dragon Age: Inquisition e o LittleBigPlanet 3. Mas depois da treta com a configuração mínima do Assassin’s Creed: Unity, estou pensando seriamente em arriscar. Ou esperar até o lançamento e ter mais opiniões da imprensa especializada. Pelo Middle-Earth: Shadow of Mordor ter vindo com poucas expectativas e ter se provado um game top, quem sabe o Lords pode estar na mesma linha. Vamos esperar pra ver!

Eu e o Denny Chiu, Diretor de PR da Bandai Namco

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