Ainda considero que o PlayStation 5 tenha muita “lenha para queimar”, especialmente com a chegada recente do modelo Pro e títulos que finalmente começam a exigir mais da máquina. Contudo, é inevitável olhar para o horizonte: e para o PlayStation 6? Um novo console da Sony certamente já está em estágios iniciais de arquitetura e desenvolvimento, mas o cenário tecnológico mudou drasticamente.
Com toda a questão envolvendo a cadeia de suprimentos de memória RAM — e o fato de as fabricantes estarem voltando seus olhos (e fábricas) quase exclusivamente para o lucrativo mercado de servidores de IA —, as coisas podem ficar bem mais complicadas para o mercado de consoles domésticos nos próximos anos.
O cerne da questão está na disputa pelos semicondutores. Historicamente, os consoles dependem de memórias rápidas (como a GDDR6 do PS5) para entregar texturas em alta resolução, mas certos componentes podem ficar mais escassos no mercado, encarecendo alguns componentes. Ainda mais quando a demanda está consumindo os mesmos recursos de fabricação para produzir memórias HBM (High Bandwidth Memory). Para gigantes como Samsung e SK Hynix, é muito mais rentável dedicar suas linhas de produção para atender data centers do que fabricar memória para videogames. Isso cria um gargalo: se a oferta de memória GDDR de ponta diminuir, o preço do componente para o PS6 pode ficar mais caro para o consumidor.

Isso nos leva a um desafio de engenharia e mercado para a Sony. Se o custo da memória RAM se mantiver alto, a empresa terá dificuldade em lançar um PS6 com especificações “monstruosas” mantendo o preço acessível (a faixa mágica dos US$ 500-600). Não podemos esperar um salto bruto de memória (por exemplo, ir de 16GB para 32GB ou 48GB) tão facilmente quanto nas gerações passadas sem que isso infle o preço final do produto. O console do futuro poderá ter que ser “inteligente” em vez de apenas “bruto”.
Curiosamente, uma aposta é da mesma IA generativa ajudar o PlayStation 6, usando, por exemplo, algo que já temos nas placas GeForce, desde o DLSS, tecnologias de upscaling, etc. Por exemplo, apostar ainda mais na PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution). A ideia será usar hardware dedicado a upscaling por IA para entregar imagens em 4K ou 8K, sem precisar de uma quantidade absurda de memória nativa ou de uma GPU astronomicamente cara. O PS6 pode não ser o monstro de especificações puras que muitos sonham, mas sim uma máquina otimizada onde o software completa o trabalho que o hardware, por restrições de mercado, não pode fazer sozinho.

Portanto, o desenvolvimento do PlayStation 6 não será apenas uma corrida por gráficos melhores, mas uma ginástica logística para driblar a “taxa da IA” no mercado de componentes. Resta saber se a Sony conseguirá equilibrar essa equação complexa para entregar um salto geracional que justifique a troca do console, sem transformar o videogame em um artigo de luxo inalcançável.
Das datas de lançamento, acredito que a data do console esteja ficando cada vez mais perto do lançamento, e talvez ele seja lançado em meados de 2027 a 2029, provavelmente lançando em novembro de algum desses anos. E com a Sony já incentivando diversos devs a usarem recursos do PS5 e que poderão ser úteis no PS6. E acredito que o console pode vir também com opção para ter tanto o console de mesa e também versões com o PSVR e o portátil, com um PlayStation Portal aprimorado.






