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O problema dos software piratas

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Temos um assunto polêmico a discutir: o problema da pirataria de software. É inegável que existem muitos softwares bons, mas os melhores são pagos. Os exemplos que usarei aqui são dois dos principais softwares de arte digital da área: Photoshop e 3ds Max (3D Studio Max). O primeiro custa 835 dólares e o segundo custa quase 4 mil. Caros? Sim, mas eles são dois dos programas mais usados no mundo. O Photoshop, nem preciso dizer, é o melhor software de edição de imagens do planeta.
O primeiro problema é que a maioria dos usuários usa software pirata. Nos fóruns de discussão, sempre rola perguntas do tipo: onde encontro seriais para o Photoshop? Onde baixo download de keygens que geram seriaisquero seriais do programa X. Me envie por email! Só lembrando: nem eu e qualquer colaborador deste site temos este tipo de informação. Não adianta pedir que a sua pergunta será censurada sem aviso prévio. E não diga que não avisei!
Voltando a discussão, isso se deve por um motivo principal: preço dos programas. Eles são caros e o usuário não tem dinheiro para comprar. Eu mesmo não tenho dinheiro para desembolsar mais de 7 mil reais por um programa 3D. Tenho certeza que a maioria dos estudantes também não tem dinheiro. A melhor alternativa é usar softwares freeware/opensource, mas quem vai trocar os estudos de Photoshop pelos de Gimp? Oras, as empresas contratam mais quem sabe usar o Photoshop!
Aí chegamos a outro problema: empresas. Eu tenho a seguinte opinião: não dou a mínima para quem baixa um programa pirata para uso doméstico, mas se o usuário estiver ganhando dinheiro com trabalhos profissionais (os chamados frila/serviço por fora), é obrigação dele adquirir a ferramenta. Isso inclui as empresas: considero uma sacanagem enorme uma empresa usar um software pirata, já que está ganhando dinheiro diretamente com a ferramenta. A empresa tem como adquirir licenças do software.
Pelo menos hoje as coisas estão mudando. Existem alternativas tão boas quanto os softwares pagos: Blender e Gimp. Ah, mas o Gimp é tosco! Para muitos é, mas para quem não quer se preocupar com a fiscalização e por estar usando programas piratas é a mão na roda. Além disso, temos o Photoshop Online, que pode se popularizar entre aqueles que não tem muitas condições para adquirir a versão normal mas também não quer usar softwares piratas. A Adobe está de parabéns pela iniciativa.
Onde que quero chegar com este artigo? Simples: se você está apenas estudando, use alternativas free. Hoje é a habilidade do artista que faz as coisas. Já vi gente tirar leite de pedra com o Paint ou mesmo com softwares mais complicados, como o Blender. Se preferir os softwares conhecidos e piratear, não posso fazer nada, mas se começar a ganhar dinheiro, tente adquirir o mesmo. Vai ser custoso pro bolso? Com certeza, mas você terá mais liberdade de uso do programa.
Por fim, a imagem deste post foi editada no Gimp.

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