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SelectTV 08 – Causando 37 pontos de dano em Magic 2014: Duels of Planeswalkers

Magic 2014 - Duels of Planeswalkers - Ultrapassar

Num daqueles momentos raros de Magic 2014 (ou não tão raros, mas não é lá muito comum) eu consegui juntar um pequeno exército de criaturas florestais na mesa, e aí veio a Ultrapassar, uma das caras mais conhecidas e igualmente famosa de expansões anteriores. Segundo as regras do card-game, a Ultrapassar adiciona +3/+3 e a habilidade de “atropelar”, que “passa por cima” igual um trator, causando o dano excedente ao jogador. Por exemplo: se você tem uma 5/4 atropelar e o oponente bloqueia o seu ataque com uma 3/3, sobra 2 pontos extras da defesa que vão pro jogador. Uma habilidade bem interessante, e que é mais comum em criaturas verdes, segundo as regras clássicas criadas pelo Richard Garfield (o criador do cardgame).
Abaixo tem um vídeo de gameplay, onde eu consegui causar uma quantidade abissal de dano no oponente, controlado pela inteligência artificial.

Já um recurso que fazia falta nos jogos anteriores, mas que ainda é meio limitado, é a customização total do deck. No modo “Jogo Selado” o jogador abre 6 boosters de 14 cartas e pode customizar o baralho do jeito que ele quiser, completando depois com os terrenos básicos. No modo de construção aparece uma barra de força do deck, e nos meus primeiros testes, por ter a antiga mentalidade de usar 60 cartas num deck, sempre ficava com “Força Média”. Consegui até vencer o primeiro desafio, mas no Jace Beleren eu tomei algumas surras seguidas. Aí tentei montar outro baralho selado e o jogo abriu novos boosters (como se fosse uma outra progressão separada) e tive de começar novamente. Depois dessa eu voltei pra primeira progressão e fui ver como que seria se o próprio jogo montasse o meu deck, e então descobri que para ter um deck “fantástico” era necessário ter apenas 40 cartas. Depois de mais algumas tentativas eu consegui avançar bem no modo selado, com um deck “montado pela máquina”.
O ruim é que esse deck selado não pode ser usado na campanha, podendo apenas usar os baralhos pré-montados do jogo. Acaba sendo mais realista, apesar de que com muita grana o jogador consegue montar um deck matador na vida real ao comprar as cartas avulsas. Mas acho que hoje eu não voltaria a jogar com cartas físicas: já vendi e revendi a coleção algumas vezes e na última vez eu me arrependi bastante. Até conseguiria remontar o meu deck anterior com uns 300 a 400 reais, mas seria um deck “só pra brincar”, pois quando participei de um torneio local, fiquei em 33º, isso gastando uns 40 reais na época com cartas extras (e na época 40 reais era muita grana para um pós-saído da adolescência hehehe). Claro que, como os videogames, Magic é um passatempo caro, mas acho que dependendo da plataforma, sai mais barato os jogos e pelo menos essas versões digitais são bem mais baratas para quem quer apenas distrair um pouco!

No mais, o jogo até que é razoável e tem um ótimo custo-benefício e bastante tempo de vida útil. Já tenho 10 horas de jogo e com 4 partidas em cada mundo,  totaliza 20 partidas na campanha básica, fora os outros modos de jogo e a expansão básica, que já comprei aqui também. quando tava em promoção no Steam Só fiquei um pouco decepcionado com o multiplayer: em diversas tentativas de partidas rápidas eu só consegui encontrar 1 jogador, que tinha um deck bem potente. Vou tentar esse modo mais vezes e já penso em completar todas as conquistas do jogo no Steam. Não será o primeiro jogo que eu termino no PC, mas será o primeiro que irei concluir na “era Steam”, pois apesar de ter conta por lá desde 2008, só recentemente que ando jogando também no PC.

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