Início » Watch Dogs 2 – Ação, referências e um mundo aberto que impressiona; análise

Watch Dogs 2 – Ação, referências e um mundo aberto que impressiona; análise

Em um ano onde a Ubisoft decidiu não lançar um jogo novo e principal da série Assassin’s Creed, coube a Watch Dogs 2 a função de ser um dos principais jogos da produtora, ainda mais no segundo semestre. O primeiro jogo, apesar de ser sólido, foi massacrado por muita gente, ainda mais com a questão gráfica quando o jogo foi anunciado, mas no final das contas não trazia aquele visual realmente “next-gen”.

O mundo continuou caminhando e a produtora anunciou o segundo jogo, vindo sem ter tanto hype, e de certa forma foi bom assim, para não ter tantas expectativas dos jogadores. Com isso o jogo se prova uma bela surpresa para este ano na geração atual de consoles e PC!

Marcus Holloway é um hacker habilidoso que consegue entrar para a Deadsec, uma espécie de organização hacker que quer dar mais liberdade à população e combater as injustiças do mundo, e entre esses objetivos estão a derrubada da ctOS, o sistema operational inteligente que estava em Chicago, mas que agora também está em outras cidades nos EUA. O palco agora é San Francisco, onde o hacker e os outros integrantes irão atuar, em diversas missões, tanto nas missões principais, quanto nas secundárias.

Um detalhe inicial interessante é ver o quanto que o game está antenado com a nossa realidade. O celular que simula o iOS/Android com os aplicativos, o drone, que hoje está ficando mais popular e que ajuda em algumas das missões, aplicativos de fotos e player de música…mas o melhor mesmo é durante as missões, com referências diretas da cultura pop. Jogos, filmes, acontecimentos marcantes, as fases são bem-humoradas, tanto pelo carisma do protagonista, quanto os outros membros do grupo.

O jogo também traz o novo modelo de serviços dos jogos da Ubisoft, unindo tanto o online, quanto o offline. A cidade de San Francisco impressiona e é um verdadeiro parque de diversões de hackeamentos, com acesso a câmeras de vigilância, acessar as informações dos pedestres e cumprir as missões, tanto as missões principais, secundárias e missões de história. O jogo agora não sai marcando no mapa boa parte das missões, e para isso é usado uma seção interna da Deadsec, com o jogador acessando diversas informações das missões, como marcar a localização de início, dificuldade e a quantidade de seguidores/grana que o jogador irá adquirir ao completar. Por ser uma organização hacker clandestina, mas ao mesmo tempo pública, eles querem ganhar mais seguidores que tenham conhecimento de suas ações.

Com isso o jogador tem liberdade total para escolher a próxima missão, ou mesmo tentar só fazer missões online, enfrentando/ajudando outros jogadores. Aqui entra boa parte da ação visceral, com perseguições policiais, hackear outro jogador e se esconder a ponto de virar um pequeno jogo de “gato e rato” durante alguns minutos. Às vezes o jogador está todo serelepe por aí quando de repente outro jogador entra na sua seção e começa ate hacker, com você tentando localizar. Ou você está na outra ponta, hackeando o cara a sangue frio e se escondendo dentro de um carro enquanto o outro jogador tenta, a todo custo, te detectar. A sensação de triunfo quando você completa 100% é digna de uma vitória contra um chefe de Dark Souls, por ser apenas uma única tentativa que deve ser feita com precisão!

Ou mesmo pra escapar da polícia, revivendo aquela época do Burnout Paradise e de Need For Speed: Most Wanted, com helicóptero na sua cola e carros policiais velozes tentando de derrubar. Dependendo do veículo pode haver variações de velocidade máxima, dirigibilidade e aguentar dano, com o protagonista podendo usar um carro próprio (encomendado pelo aplicativo!) ou roubando um carro/moto de outra pessoa.

Nas outras missões o jogo te dá liberdade de escolher um método mais furtivo, ou partir pra força bruta e sair matando boa parte dos guardas e seguranças das localidade. Com o passar do jogo o jogador ganha mais opções de equipamentos, podendo montar uma estratégia de infiltração para conseguir coletar alguma informação importante. Há missões mais simples e outras bem complexas, aplicando um realismo enorme caso você seja detectado. Aqui não tem essa de conseguir ser um super-homem e aguentar uma quantidade enorme de balas: alguns poucos tiros é capaz de você morrer e ter de recomeçar a missão.

Outro detalhe que impressiona é a representatividade de missões (encontrando pessoas de todos os tipos!), além da quantidade quase infinita de variações de roupas dos pedestres e opções de roupas para o Marcus. Dezenas de camisetas, jaquetas, calças ou mesmo adereços extras, que praticamente diferenciam o jogador de outros jogadores que ele irá encontrar durante a aventura. Ele pode comprar mais roupas nas diversas locas espalhadas pela cidade e customizar quando quiser no guarda-roupa da Hackerspace, o quartel-general das atividades da Deadsec. Tem opções para todos os estilos e cores que os jogadores escolherem, com um nível elevadíssimo de customização.

Watch Dogs 2 consegue ser superior ao primeiro por oferecer humor, irreverência e uma variedade enorme de missões, com histórias mais sólidas e interessantes. Você pode ser o hacker que está querendo salvar o mundo e dar mais liberdade civil à população, ou pode ajudar outros jogadores em missões cooperativas ou enfrentar outros hackers. Fora a enorme quantidade de missões secundárias, desde tirar fotos em locais turísticos, dar uma de taxista/Uber com um aplicativo especial e pegando missões extras (que também é um referência a uma franquia da empresa!) entre outras missões. Para quem curtiu o primeiro ou quer uma experiência de mundo aberto estilo GTA, mas com mais irreverência, o game é altamente recomendado!