Início » Dark Souls » Diário Gamer 33 – Durante o multiplayer de Dark Souls….o Parry Maldito!

Diário Gamer 33 – Durante o multiplayer de Dark Souls….o Parry Maldito!

Dark Souls. Um dos jogos mais desafiadores de todos os tempos. Mais difícil que RPGs clássicos. Menos difícil que muitos shmups e Mega-mans da vida! Sistema de recompensa baseado no aprendizado do jogador…e uma pequena coleção de mortes estúpidas durante as partidas de multiplayer!

Tal como o seu antecessor direto Demon’s Souls, em Dark Souls podemos ter co-op com 3 jogadores, para ajudar nas fases e poder matar os chefões mais facilmente. A From Software incentiva as partidas do multi, apesar de muitos não curtirem por deixar o game mais fácil. Para farmar almas, acaba sendo um caminho interessante, dependendo do chefão, oferecendo ajuda na maior parte do mapa. E, em muitos casos, ser invadido por um jogador estando como Black Phantom, com o intuito de matar o “jogador do mundo”, trazendo os jogadores de volta para as suas dimensões originais.

Mas antes de continuar, o aviso básico de cada dia: contém spoilers. Se você já passou por Anor Londo, leia sem medo. Se não chegou nele e não quiser estragar a surpresa, não continue!

Muito bem, esses dias eu consegui algum sucesso na batalha na sala do chefe, evoluindo alguns níveis em algumas partidas de co-op e pude finalmente colocar o peitoral da Black Iron Armor, uma armadura pesadíssima, que tem muita defesa e é fraca contra fogo. Até virou uma certa obsessão equipar o set, já que eu comecei como Wanderer e acabei virando um Knight-melee estragado (Copyright Lengler Inc.), focando muito mais em Strenght, querendo usar armamentos melhores e baseando a maior parte do gameplay em ataques corpo-a-corpo (espada contra inimigo). Em Demon’s Souls existe aquela questão de que um Royal se torna a melhor classe do jogo por ser baseada em magia e poder atacar à distância, mas nunca me acostumei muito com esse tipo de estratégia. Em Dark Souls, durante algum tempo adotei esse estilo usando Soul Arrow, mas depois que arrumei uma espada encantada com eletricidade (nunca agradeci o jogador que me deu a espada. Morri na luta contra um dragão rastejante…), virou a minha principal arma do jogo. E quando eu ia passando pelas fases, a rota mais curta para mandar os inimigos pro inferno era usando a espada com o ataque forte (R2).

Por isso, acabei me acostumando, o que é bom para certos inimigos e ruim contra outros. Contra os chefes, o melhor mesmo é chamar ajuda. Um por todos…e todos por um! Todos ganham: humanidades, almas e a gratidão do invocador. Uma vez um player agradeceu via mensagem da PSN, o que me deixou lisonjeado e…no momento em que escrevo este post, envergonhado, pois eu nunca agradeço a ajuda que eu tive nas batalhas. Fail! E com o patch 1.05, ficou mais fácil fazer o “matchmaking”, apesar da demora que ainda existe em encontrar alguém para te invocar (summoned). Não sei se é por conta de já ter passado do level 60 e não ter muita gente na faixa de níveis…mas o game está tendo muitas vendas. Tem de ter sempre um jogador se aventurando pelo mundo com um level próximo ao seu!

Mas voltemos aos “causos”. Novamente decidi me aventurar pelas terras da cooperação e, em Anor Londo, coloquei o sinal de oferecimento perto do começo do mapa, antes dos 2 primeiros gigantes no topo da escadaria. Fui chamado por um jogador e ele já estava com outro carinha. Fomos normalmente até entrar dentro do castelo (pela primeira rota normal, passando pelos arqueiros top-de-linha e top-de-morrer facilmente!) e percebemos que um Black Phantom entrou no mesmo mundo. Continuamos a peregrinação e decidi voltar sozinho, pois tinha um pressentimento do local de onde viria o meliante. Vi ele entrar no corredor, mas o cara foi tão rápido que deu um Parry pelas costas. Para quem não sabe, no parry você quebra a defesa do oponente e desfere um ataque poderoso, perfurando o adversário. E este Parry foi forte o suficiente para me matar.

Morte. Com UM golpe. “O verdadeiro Dark Souls começa aqui”.

Apesar da morte, por estar ajudando outros jogadores, eu não perco as almas e nem as humanidades. Por isso, optei por continuar novamente a oferecer ajuda, entrando em outras partidas…estranhas. Numa delas eu só tive tempo de ver o Black Phantom terminando o seu serviço, matando o meu invocador. Em outras, eu morri miseravelmente por conta das flechas potentes dos Silver/Black Knights que estão nas beiradas dos prédios (os arqueiros top-de-matar… você!). Durante o co-op eu acabo ganhando a coragem que eu não tenho em passar por certos trechos quando estou sozinho no meu mundo. Talvez pelo fato de não perder almas, talvez pelo fato de ser altruísta durante a partida para ajudar o gamer que tem dificuldades de passar naquele trecho…até morrer no mesmo ponto. No mesmo ponto. Odeio esses arqueiros do fundo da minha alma!!!

Já a melhor partida foi com outra invasão de Black Phantom. Fui até ele com outro cara, mas o “dono da sala” apenas assistiu. Estava em fúria assassina, e o invasor parece ter percebido que não iria enfrentar um newbie e desatou a correr. Consegui desferir um golpe pelas costas e emendei outro, movendo a minha espada para o ar (de baixo para cima). O terceiro golpe veio naturalmente, e ele morreu! Vingança alcançada! Sei que não era o mesmo que me matou anteriormente, mas matar um semelhante fez bem pro meu ego!

Enfim, ainda vou continuar farmando almas ajudando outros jogadores, pelo menos até atingir um nível melhor para continuar no jogo. Tenho 3 rotas possíveis, uma mais difícil que a outra. Vou me preparar para não sofrer muito e estar em dia com o meu condicionamento físico e armamentos decentes para suportar melhor os golpes dos inimigos mais formidáveis que irei encontrar pela frente!

Relacionados e Publicidade