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[Impressões iniciais] Samsung Galaxy S: Fruit Ninja, Sky Force e Splinter Cell: Conviction

Não, não comprei um celular novo (ainda). A questão é que eu tive acesso ao Galaxy S de um amigo e pude, finalmente, ver “qualé” a dos celulares touch screen. Ou, soltando um palavrão direto do sistema límbico: celular fodão. Os testes que fiz foram mais focados nos jogos do que nos aplicativos básicos. Não testei Twitter, Foursquare, editor de textos, conexão com a internet e a infinidade de aplicações que o meu colega arrumou. Mas o que testei foram alguns games básicos e outros obrigatórios. Não, não teremos impressões do Angry Birds. Esse eu joguei por algum tempo no Playstation 3, mas não dá pra negar que o jogo foi pensado para este tipo de aparelho. Por ter apenas botões na HUD (interface do usuário) e sem nenhuma explicação de funcionalidade dos botões, eles tentaram ser bem mais simples.

Talvez a primeira mudança vem mais da questão de jogabilidade… dos jogos 3D. Estou falando da Gameloft, uma das empresas que está no topo dos jogos para celulares. Ela tem diversos games, mas os que testei mais foram o Modern Combat (que mal joguei) e Splinter Cell: Conviction. Aqui entra a questão do “manche virtual” que fica no canto inferior esquerdo. E aí entra a dificuldade de quem passa a maior parte do tempo jogando com algum controle e botões. Pela ausência de um pequeno manche, é relativamente difícil controlar o personagem no começo e mirar usando as opções disponíveis na tela. Talvez depois de um pouco de treino, mas é inicialmente entranho. No Splinter Cell Conviction, eu joguei uma fase onde o Sam estava perto de um farol e ia “escalando”, tentando fazer o Sam se movimentar nas “pontes/andaimes”. Foi bem difícil essa parte, pois na minha mente vem a jogabilidade dos games clássicos, tendo mais liberdade para mover os personagens/câmeras. O vício do Dual Shock vindo à tona.

Outro game que testei, e joguei bastante, é o Fruit Ninja. Esse sim se tornou o melhor exemplo de um game para celulares Touch: viciante, curto, simples. Em Fruit Ninja você controla um ninja (duh!) que tem de fatiar frutas lançadas “para o alto” (no caso, a tela) e você tem de desferir os golpes de espada com o dedo. Eu me vi por vários minutos tentando bater os recordes de um amigo meu. Graficamente o game é muito bonito, e me pergunto como que seria a jogabilidade com um PSMove. Para o PSVita o jogo poderia sair e ter troféus, o que incentivaria bastante a comprar. Até a versão pro Android tem conquistas usando a OpenFeint.

Já a terceira experiência não foi muito satisfatória: Sky Force, shmup/navinha da Infinity Dream e que tem inclusive para o Playstation 3. O game é até bonito, mas é muito confuso e quando testei uma vez com o Android eu não enxerguei um farol e a nave colidiu diretamente, causando um game over. O problema que eu enxerguei nesse tipo de game é que o seu dedo fica às vezes em cima da nave, o que dificulta para visualizar a nave e os tiros. Se um game apela para o bullet-hell e os tiros ficarem difíceis de visualizar, aí complica demais pro jogador. Só que eu teria de testar os jogos da Cave e ver como eles são. O Dodonpachi Ressurection, até o momento, só tem versões para iPhone e é um dos jogos que tenho muita curiosidade em testar. Pelo game ser um bullet-hell extremo e bem colorido, pode ser que ele seja bem melhor na parte da visualização. Pena não ter pra Android para poder testar e jogar, ou quem sabe uma versão pro PSVita!

Por fim, vale a pena o Android? A resposta é: depende. Depende do seu bolso e depende, um pouco, da sua opinião. A vantagem do Android é que existem celulares com preços baixos e celulares mais “parrudos” que concorrem diretamente com os iPhones em potência gráfica. O ruim dos celulares “low-end” é óbvio: não rodaria games mais complexos. Pros mais top-de-linha, por terem preços bem similares aos dos iPhones (exceto o 4S aqui no Brasil, que tem preços absurdos) então vai mais na questão de gosto. Hoje eu tentaria algo na faixa entre 700 e 1000 reais no máximo, para aproveitar um pouco o que os celulares touch tem a oferecer.

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