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Análise – Vanquish (PlayStation 3)

vanquish

Qual é a velocidade ideal para a ação? Hoje, muitos games de ação se baseiam na realidade básica e na física clássica para manter uma ação crível, sem muitas firulas. Os games de tiro são limitados à visão do personagem, e, claro, acaba sendo o ideal para não causar náuseas e problemas fisiológicos nos jogadores com câmeras rápidas e alguma ação sobre-humana. Apesar de um Call of Duty ter uma pitada elevada de ação, nada, nada no mundo chega perto do Vanquish. A Platinum Games conseguiu criar um game de ação frenética e com uma ação que eu não cheguei a ver nos games que já joguei no PlayStation 3. Isso porquê o Vanquish manda pro beleléu algumas das leis da física e entrega um game impressionante, desafiador (que pode ficar ainda mais difícil em níveis elevados de dificuldade) e, mais do que tudo, divertido. E acaba sendo preparação para o Metal Gear Rising: Revengeance, próximo game da Platinum Games que promete ter algumas semelhanças. Aliás, quando eu estava jogando apareceu momentos que eu soltei um “Rising puro”, por conta dos trailers que eu tinha visto anteriormente do novo game da Konami, e existe grandes chances de alguns elementos de design do Rising terem tido alguma base do Vanquish.

Ficha Técnica
Produção Sega
Desenvolvimento Platinum Games
Lançamento 19/10/2010 (EUA), 21/10/2010 (Japão) e 26/10/2010 (Europa)
Plataformas PlayStation 3, Xbox 360
Classificação Mature 17+ (EUA), PEGI 18 (Europa)
Música/Compositores Erina Niwa, Masafumi Takada, Masakazu Sugimori
Descrição Game de tiro em terceira pessoa, com o jogador controlando Sam, integrante da Darpa que usa uma armadura com habilidades e agilidade sobre-humana. No game a Rússia declara guerra aos EUA e eles contra-atacam, com o Sam acompanhando uma equipe de soldados na ofensiva.
Online Não

 

Vanquish é um game de tiro em terceira pessoa onde o jogador controla Sam, um jogador de futebol que entra para a Darpa e se torna um soldado com uma vestimenta tecnológica toda branca, que também traz muita mobilidade e o jogador consegue ter algumas habilidades especiais. Num dia desses, a Rússia declara guerra aos EUA e usa uma espécie de satélite gigante que está em órbita, que dispara um laser poderoso na direção de São Francisco, destruindo toda a cidade. Então os EUA decidem ir pra guerra e enviam tropas ao satélite, que também tem tropas inimigas aguardando os soldados. Acompanhando os soldados está o Sam, que também vai atrás do chefe da Darpa, que acaba sendo raptado pelos russos e a missão dele é resgatar o cara.
O enredo acaba sendo bem simples e não tem muita firula, tendo CGs impressionam cenas com bastante ação. Também é exibido na tela as conversas entre ele, o Tenente Burns (um grandalhão com uma metralhadora, e o líder do esquadrão que o Sam acompanha) e a Elena Ivanova, a auxiliar da Darpa que ajuda as tropas com dados estratégicos e outras informações adicionais dos inimigos, servindo também de hacker para abrir portas diversas e outras funções. As conversas são bem similares ao clássico Codec de Metal Gear Solid, mas mostrando melhor as animações faciais dos personagens. O game é japonês e tem dublagem/legendas em inglês, mas algumas vezes eu sentia falta de uma sincronização labial entre os personagens, e era estranho ver o cara falar e a voz terminar com eles mexendo a boca. Não compromete a diversão, mas acaba sendo um pouco estranho.

Da jogabilidade, o game consegue trazer uma jogabilidade fácil, apesar da curva de aprendizado ser meio demorada. No começo do game tem um tutorial que o jogador pode fazer ou pular direto para o game, mas optei por fazer ele já pensando em algum troféu específico, só que acabei aprendendo mesmo quando comecei a jogar pra valer. Sam pode carregar 3 armas e trocar durante os confrontos, além de poder coletar outras armas pelo caminho e instalar upgrades nelas, aumentando a quantidade máxima de balas. Também tem 2 tipos de granadas: a clássica, que explode (duh!), e uma de EMP (pulso eletromagnético), que deixa os inimigos tontos e dando a chance de metralhar eles, que às vezes ficam expostos nesses momentos. Também tem um sistema de cobertura básico e que cumpre o seu papel na maior parte das vezes (nas outras a proteção some com os tiros dos oponentes ou mesmo quando um oponente mais poderoso destrói a proteção).
Outras habilidades são uma esquiva/cambalhota similar ao da série God of War e 2 habilidades que usam uma barra de temperatura: uma espécie de “deslize” similar a uma rasteira/ carrinho de futebol, com o personagem deslizando rapidamente pela área; e um “modo Bullet Time”, que pode ser acionado às vezes com uma combinação de botões, mas que acaba sendo acionado todas as vezes que a sua energia está em um momento crítico. Este modo deixa o redor em “câmera lenta”, podendo se desviar de balas e tendo a chance de se proteger em algum local ou tentar alguma investida final contra algum inimigo. Quando vi essa habilidade no tutorial, pensei que eu mal usaria ela, mas depois que comecei a jogar, essa habilidade foi acionando muitas vezes, salvando a minha pele em alguns momentos mais críticos.

  

Outro detalhe é que o game tem bastante checkpoints entre as fases. Antes de dizer que isso facilita a progressão, o game é relativamente difícil. Com tiros pra todo lado e muitos momentos de ação intensa contra chefes realmente problemáticos, as chances do jogador morrer são bem altas, e isso reflete na pontuação da fase. A cada missão o game tem um score, e no final de cada uma é mostrado algumas estatísticas básicas, mostrando também a quantidade de mortes e tirando pontos a cada vez que você morre (1000 pontos a menos), além de alguns bônus que aparecem durante os tiroteios, dependendo da arma usada. De certa forma não tive muitas dificuldades na progressão pelo nível normal de dificuldade, e nas batalhas contra chefes realmente difíceis aparecem checkpoints no meio da luta, tipo naqueles momentos que você vê o(s) oponente(s) e solta a frase clássica: Fudeu!
Vanquish acaba sendo um jogo relativamente curto. Eu consegui terminar em umas 7 horas, que na verdade foram umas 8 horas por conta da quantidade de vezes que morri. O game também tem muitas cinematics em CG muito bem-feitas entre as missões, com muitas cenas de ação e muitas cenas impressionantes com o Sam. Da parte gráfica o visual é razoável, e não reparei nenhum problema com gráficos, mas talvez pelo game ser frenético eu nem reparei direito nesse detalhe. Já os inimigos são meio parecidos, e os chefes tem designs mais variados. De fator replay posso citar os troféus extras e os challenges, que são desafios extras e bem mais difíceis, sendo um desafio top para quem procura algo realmente difícil.

Se você procura uma diversão sem compromisso por alguns dias, o Vanquish é uma escolha bem interessante, ainda mais se o jogador estiver animado em jogar o Metal Gear Rising: Revengeance, novo game da produtora que será lançado em fevereiro de 2013. É um dos melhores games de ação da geração atual e consegue, inclusive, botar alguns FPSs no chinelo. Se você curte um game de ação em terceira pessoa, Vanquish é altamente recomendado!
[Imagens via Giant Bomb]

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